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Do lote à chave na mão: como funciona o financiamento combinado da Caixa que promete facilitar o sonho da Casa Própria

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    Da redação
  • há 37 minutos
  • 2 min de leitura

Conquistar a casa própria vai muito além de escolher entre um imóvel novo ou usado. Para quem busca personalização e economia, a modalidade de Aquisição de Terreno e Construção da Caixa Econômica Federal tem se consolidado como uma das alternativas mais vantajosas do mercado imobiliário. O modelo permite que o comprador adquira o lote urbano e financie os custos de materiais e mão de obra de uma só vez, centralizando tudo em um único contrato bancário.


O grande atrativo da linha, que opera sob as regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e também pelo programa Minha Casa, Minha Vida, é a redução do desembolso inicial. "O comprador não precisa decapitalizar sua poupança primeiro com a compra do lote para só depois pensar em construir", explicam especialistas do setor.

Como funciona a liberação do dinheiro?


Diferente de um financiamento habitacional tradicional, em que o banco libera o valor integral ao vendedor na assinatura do contrato, o crédito para construção funciona por etapas e medições.


Na assinatura do contrato, a Caixa quita o valor referente ao terreno junto ao proprietário ou loteadora. Já o dinheiro destinado à construção fica retido e é liberado em parcelas mensais, de acordo com o cronograma físico-financeiro apresentado pelo cliente e seu responsável técnico (engenheiro ou arquiteto).


Antes de cada liberação, um engenheiro da Caixa realiza uma vistoria na obra para atestar que a etapa anterior foi concluída conforme o planejado. Uma facilidade importante do sistema é a possibilidade de solicitar um adiantamento de até 20% do valor da obra logo na assinatura do contrato, dando fôlego financeiro para o início dos trabalhos antes da primeira medição.


Regras, limites e o papel do FGTS


A linha de crédito exige que as parcelas não ultrapassem 30% da renda familiar bruta, com prazos de pagamento que podem chegar a 35 anos. Além disso, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser utilizado de forma estratégica: seja para compor o valor da entrada, amortizar o saldo devedor ou diminuir o valor das prestações ao longo do contrato.


Atenção aos custos iniciais: Embora regras recentes permitam embutir despesas como o ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis) e custos cartorários no saldo financiado, o cliente precisa estar preparado para arcar com as taxas de avaliação da engenharia e os honorários dos projetos técnicos exigidos pela prefeitura local.


Para quem deseja fugir dos reajustes sucessivos do aluguel e prefere morar em um projeto sob medida, o financiamento de lote e construção desponta como uma rota segura, desde que haja planejamento rigoroso no cronograma da obra e na escolha dos profissionais responsáveis pela execução.


 
 
 
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