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O bárbaro, a temperança e o altruísmo

Por Gervásio Lima, Jornalista e Historiador
5 de abr. de 2019
2 min de leitura

Não é necessário possuir conhecimentos excepcionais nas áreas das ciências que estudam o comportamento humano para saber que atitudes positivas geram bons fluídos e interferem de forma bastante incisiva na vida das pessoas. Transmitir energia positiva através de atos como o de gentileza, educação, temperança e altruísmo é uma simples, mas valorosa, forma de contribuir para a construção de um mundo menos injusto e sem conflitos. A energia positiva transforma as pessoas e os ambientes, é componente da felicidade e promove o bem-estar.


É preocupante e desolador presenciar, em pleno século XXI, atitudes e comportamentos idênticos aos dos Bárbaros, na Idade Média, período da história da Europa entre os séculos V e XV (entre os anos de 476 e 1453), conhecido como os “Anos Escuros” ou “A Idade das Trevas”, conforme perspectiva de vários intelectuais do Renascimento, que viam o mundo feudal como um grande sinônimo do atraso, do primitivismo, do abandono do pensamento racional e das ciências. Os bárbaros utilizavam a guerra e a pilhagem (saques e roubos) como forma de adquirir bens.


Bárbaro é um termo utilizado para se referir a uma pessoa tida como não-civilizada O termo também pode se referir individualmente a uma pessoa bruta, cruel, belicosa e insensível. Qualquer semelhança com alguém que se conhece, é pura coincidência. É tolice não saber que as boas atitudes no dia a dia, construirão um patrimônio moral que, acumulado por anos, será de grande valor.


Citada no primeiro parágrafo, a ‘temperança’, qualidade de quem é moderado e comedido, é uma virtude em extinção, principalmente entre aqueles que se confiou através do voto o poder de representar nas esferas federal, estadual e municipal. Desequilíbrios emocionais e comportamentais constantes são exemplos de que alguns políticos não estão assegurando o domínio da vontade sobre os instintos, não medindo as consequências de seus atos.


Já o ‘altruísmo’, comportamento de generosidade com outrem, também está em desuso na atualidade, onde o individualismo predomina numa sociedade que procura em todo o tempo tirar apenas vantagem. Criada pelo filósofo francês Auguste Comte, a palavra altruísmo é definida como “o grupo de disposições que inclinam os seres humanos a se dedicar aos outros. É a atitude de abdicar de interesses pessoais em benefício de outra pessoa ou do interesse coletivo”. Pessoas altruístas conquistam a admiração e o respeito por seus atos.


Eu só quero é ser feliz

Andar tranquilamente na favela onde eu nasci, é

E poder me orgulhar

E ter a consciência que o pobre tem o seu lugar – Rap da felicidade - Cidinho e Doca


 
 
 

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