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Produtos são benéficos para quem pratica atividades físicas, mas precisam de orientação profissional

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17 de jul. de 2018
3 min de leitura

Os suplementos se popularizaram no mundo todo como uma forma de obter mais desempenho durante os treinos, ganhar mais massa magra, músculos e até mesmo emagrecer. O produto, oferecido em diversas formas, como em pó ou cápsulas pelo mercado, nada mais é do que uma alta concentração de nutrientes necessários ao organismo. Alguns são produzidos naturalmente pelo corpo e outros precisam ser consumidos por meio da alimentação.


A grande polêmica é que eles são consumidos muitas vezes sem o auxílio de um profissional especializado. Eles devem suprir as necessidades fisiológicas quando esse objetivo não é alcançado com a alimentação e complementar uma dieta balanceada de um atleta ou praticante de atividades físicas. Os nutricionistas possuem o papel de orientar o indivíduo sobre as doses necessárias e os suplementos indicados de acordo com sexo, hábitos, prática de atividade física e outros fatores específicos e individuais.


Para atletas, esses produtos ajudam no aumento do rendimento. O uso feito de forma errada pode provocar sintomas desagradáveis, como transpiração excessiva, flatulência, aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, além de poder desencadear o surgimento de doenças. Por isso é tão importante consultar um profissional. Além de preservar a saúde, ele ajudará a potencializar melhor os resultados que você pretende obter.


Regulamentação


Outro impasse em relação ao setor foi a falta de regulamentação dos suplementos alimentares. Hoje, não existe uma categoria específica para esses produtos. O que há são diversas normas para alimentos e medicamentos que devem ser seguidas pelos fabricantes e importadores.


Para resolver esse problema, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) promoveu diversos debates com as entidades interessadas, bem como com a sociedade e o setor durante o ano de 2017 e início de 2018. Entre janeiro e abril, o órgão fez seis consultas públicas para deliberar sobre o assunto.


De acordo com a Anvisa, o marco regulatório modernizará o setor e dará acesso a produtos seguros e de qualidade, além de unificar as informações presentes no mercado. O controle sanitário também será facilitado, assim como a gestão do risco. Quando a norma entrar em vigência, as empresas terão um total de cinco anos para se adequar.


A regulamentação pretende estabelecer listas de nutrientes, substâncias bioativas, enzimas e probióticos, de limites de uso, de alegações e de rotulagem complementar dos suplementos alimentares.


De acordo com a Gerência-Geral de Alimentos (GGALI), o mercado atualmente é formado por produtos com forte assimetria de informações em relação a seus benefícios e riscos, além da categoria mesclar características de alimentos e de medicamentos. Um problema decorrente do desencontro de informações é que o consumidor não consegue avaliar qual é o melhor produto para as suas necessidades.


Na época das consultas públicas, a Anvisa lançou um documento de base para discussão regulatória, um material informativo para contextualizar o debate e os desafios em relação aos suplementos alimentares no Brasil, a fim de orientar pessoas e grupos que quisessem fazer contribuições.


Benefícios


Apesar das polêmicas, diversos estudos mostram a eficácia dos suplementos no organismo, bem como no rendimento dos treinos e na prática de atividades físicas. Um exemplo disso é o Whey Protein, suplemento popular nas academias ao redor do mundo. O produto é obtido por meio da proteína do soro do leite e é utilizado principalmente para ganho de massa muscular, mas pesquisas revelam outros benefícios.


Em uma entrevista para o jornal Estadão, o médico endocrinologista, Flávio Cadegiani, disse que estudos indicam que o produto está associado com a diminuição da inflamação do corpo e a possibilidade de o suplemento ter ação antidiabética.


“Isso além de o Whey acelerar a queima de gordura, impedir a perda de músculos e impedir ganho de gordura quando consumimos muitas calorias. E o mais importante: esses benefícios têm sido muito mais estudados em populações que tipicamente jamais tomariam o Whey, como idosos, sedentários, obesos e diabéticos – e é exatamente onde o Whey tem maior potencial de benefícios”, explicou o especialista.


 
 
 

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