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Brasil abre ano criando mais de 77 mil empregos


Ao todo, 2018 começou com a abertura de 1.284.498 vagas, enquanto outras 1.206.676 foram extintas


O mercado de trabalho brasileiro começou o ano com o pé direito. Em janeiro, as contratações formais superaram as demissões em 77.822 vagas. Esse foi o melhor resultado para o mês de janeiro em seis anos. Ao todo, 2018 começou com a abertura de 1.284.498 vagas, enquanto outras 1.206.676 foram extintas. Os dados divulgados nesta sexta-feira (2) são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho.


Segundo o levantamento, o resultado acumulado dos últimos 12 meses também é positivo. Os números mostram um aumento de 0,22% no estoque de postos de trabalho em relação ao montante que havia em janeiro de 2017.


Dos oito setores da economia, cinco alcançaram saldos positivos em janeiro. O principal deles foi o da Indústria de Transformação, que apresentou 49.500 novos postos de trabalho, um acréscimo de 0,69% sobre o mês anterior. Em seguida, os Serviços também registraram um desempenho animador, com a criação de 46.544 vagas formais, 0,28% a mais que em dezembro. Ainda tiveram aumento de vagas a Agropecuária, com 15.633 postos e a Construção Civil, com 14.987. Também ficou no azul o setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública, com 1.058 vagas.


Os resultados negativos foram registrados principalmente pelo comércio, onde foram perdidos mais de 48 mil empregos. Os setores da Administração Pública e Extrativa Mineral extinguiram 802 e 351 vagas, respectivamente.


Entre as cinco regiões do país, três apresentaram saldos positivos. O melhor desempenho foi no Sul, com o acréscimo de 46.754 postos. O Sudeste teve aumento de 21.924 vagas formais e o Centro-Oeste, 20.421. Os desempenhos negativos foram no Nordeste, perda de 6.035 vagas e no Norte com 5.242 demissões.


Nos estados, os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo, com mais de 20 mil. Além de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com mais de 17 mil. Os menores saldos de emprego ocorreram no Rio de Janeiro, com menos 9.830 vagas. Pernambuco e Pará registraram perdas de quatro mil postos cada.