• Por Inês Coelho

Aprendendo a desaprender


Nos últimos tempos tenho valorizado e exercitado muito o sentido de reaprender, ou melhor, tenho percebido a tamanha virtude contida na arte de desaprender.


Assim como disse Ruben Alves, “eu quero desaprender para poder aprender de novo”.


E pesquisando essa ideia, me veio Eugênio Mussak traduzindo tão bem que “... o grande problema não é aprender coisas novas. É desaprender coisas velhas, substituir conceitos, hábitos, crenças, certezas. Isso é que é difícil! A capacidade de desaprender passou a ser tão importante quanto a de aprender...”


Diante de tantas abordagens inéditas em todas as áreas do conhecimento e em todas as profissões, tornou-se vital mantermos nossa mente sabiamente seletiva, mas também inteligentemente flexível.


Se prestarmos atenção, veremos o quanto os poetas, pensadores e tantos outros mestres, estão sempre nos dando pistas e nos alertando sobre a importância de estarmos abertos, primeiramente para esquecer, para então podermos aprender, criar, recriar e nos reinventar constantemente.


“O essencial é saber ver – Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!), Isso exige um estudo profundo, Uma aprendizagem de desaprender…

Procuro despir-me do que aprendi Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram E raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras, Desembrulhar-me e ser eu…” (Fernando Pessoa com o heterônimo Alberto Caieiro)


Uma excelente semana a todos!


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