• Da Redação / Jornal Classe A

Chuva anima Agricultores do Oeste da Bahia, que esperam Supersafra em 2017



Após quatro anos com resultados abaixo do esperado os agricultores do oeste da Bahia finalmente começam a enxergar uma luz no fim do túnel e tem esperanças de retomar as grandes safras que fizeram a região ficar conhecida internacionalmente. As chuvas que caíram no fim de outubro e durante todo o mês de novembro animaram os produtores e tem ajudado no desenvolvimento das lavouras.


O mês de novembro em Luís Eduardo Magalhães foi marcado pelas chuvas, até agora de acordo com o instituto Climatempo já choveu uma média de 300 mm na região. A melhor notícia pros agricultores é que essas chuvas tem sido bem distribuídas e há mais previsão para o mês de dezembro é que o clima continue assim.


Segundo a presidente do Sindicato Rural, Carminha Míssio, o clima trouxe uma expectativa como há muito não se via nos produtores. “Estamos todos muito animados com a chuva. E apesar de algumas regiões não terem recebido a mesma quantidade de chuvas, vemos que há uma boa distribuição dessa chuva e uma uniformidade no desenvolvimento das lavouras. A soja está muito bem com expectativas de mais de 60 sacas por hectare, o milho também está muito bom e o algodão já começou a ser plantado” disse Míssio.


E os números do primeiro levantamento realizado através da base de dados da Associação de Agricultores e Irrigantes do Oeste da Bahia confirmam esse otimismo. Segundo a Aiba a Soja deve ter um aumento de 60% na produtividade. O algodão apesar da redução na área plantada em relação ao último ano deve ter um incremento de 38% na produção e o Milho deve crescer a área plantada em 30% e praticamente dobrar a produção. Veja quadro:


“O ano passado os prejuízos chegaram a casa de 1 bilhão de reais, quando a expectativa era um lucro de 2 bilhões. nós tivemos uma dificuldade no plantio, por novembro e dezembro ter tido bem menos chuva do que nos últimos anos e esse ano nós começamos com uma regularidade de chuva em outubro e dezembro, chegamos já a 90% da área de soja plantada e 75% na área do milho e as perspectivas são boas para finalizar um plantio muito bom que é o principal para termos um ano bom e uma safra cheia” explicou o assessor para assuntos de agronegócio Luíz Stahlke da Aiba.


Numa das fazendas do anel da soja a área plantada esse ano no sequeiro foi de 3200 hectares, igual a do ano passado, de acordo com o supervisor técnico em 2016 a produtividade foi muito baixa por causa da seca, mas esse ano deve ser bem diferente. “Olha a seca prejudicou bastante a lavoura e colhemos só 25 sacas por hectare, a lavoura mal se pagou, o que nos salvou foi a área irrigada, mas se tudo correr bem a gente espera esse ano colher 65” confirmou Samuel Carvalho, supervisor da Fazenda Santana.


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