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Gestões Doria e Bolsonaro anunciam que Ceagesp será fechado e iniciativa privada criará entreposto

October 26, 2019

 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O governador João Doria (PSDB) e o governo Jair Bolsonaro (PSL) anunciaram nesta sexta-feira (25) acordo para fechar o Ceagesp, na Vila Leopoldina (zona oeste de SP), e transferir a responsabilidade para o setor privado construir um ou mais entrepostos.

 

De propriedade federal, o entreposto de alimentos é visto como um polo de trânsito e deterioração de uma região da capital que vem passando por forte valorização imobiliária. Desde que era prefeito de São Paulo, Doria prega a transferência do entreposto para outro lugar. 

 

Em nome do governo Bolsonaro, o secretário especial de Desestatização do governo Bolsonaro, Salim Mattar, assinou acordo com Doria. 

 

A ideia é que a desativação seja feita em até cinco anos e que o Ceagesp só feche após a construção de entrepostos substitutos. O governo estadual conta com a possibilidade de que, com o compromisso do fechamento do entreposto público, interessados comecem uma corrida para criar uma nova unidade. 

 

O local ou locais não estão definidos ainda e devem ser sugeridos pelos investidores. A partir disso, o governo avaliará a viabilidade do terreno, uma vez que há uma série de impactos a serem analisados.

 

Entre as exigências previstas, estão que o terreno tenha ao menos 300 mil m², metade do espaço em funcionamento hoje. 

 

Para ajudar a criar as condições para a implantação do novo entreposto, Doria assinou decreto que abre a possibilidade de criar acessos nas chamadas rodovias classe zero, onde este tipo de via é hoje proibida. 

 

Já há interessados em abrir entrepostos tanto em São Paulo quanto em cidades próximas, diz o governo estadual. 

 

No lugar onde hoje funciona o Ceagesp, a ideia é criar o CITI (Centro Internacional de Tecnologia e Inovação), um polo tecnológico apelidado de Vale do Silício brasileiro por Doria. 

 

O terreno continuará sendo de propriedade do terreno na Vila Leopoldina, de 600 mil m², do governo federal, que deve ter palavra final sobre o empreendimento. 

 

Após casos de troca de farpas entre Bolsonaro e Doria, o secretário Salim Mattar, do governo federal, afirmou em entrevista coletiva que a medida ocorre porque o governo federal faz "política de Estado independentemente de viés ideológico". Ele também pregou a diminuição do tamanho do Estado. 

 

Doria defendeu a mudança devido ao impacto do Ceagesp na cidade de São Paulo. 

 

"Há um problema crônico é grave que é a presença de caminhões de grande porte nas marginais Tietê e Pinheiros, comprometendo de forma aguda o trânsito", disse ele, que também citou a deterioração urbana nos arredores do entreposto. 

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