Falta de servidores no INSS atrasa seguro-maternidade em até seis meses

November 1, 2018

 

 O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) admitiu que a falta de servidores nas agências e nas análises de pedidos de benefícios faz com que pouco mais de 175 mil mulheres que tiveram filhos ou adotaram crianças no país estão na fila de espera do seguro-maternidade. Em alguns casos, segundo o órgão, a demora já dura seis meses.

 

O seguro-maternidade é um dos benefícios previstos em lei para mulheres que deram a luz ou adotaram crianças segundo as regras do governo. Normalmente, o pedido demora de 30 a 45 dias para ser analisado, mas muitas mães reclamam que a espera já dura meses. Segundo o INSS, só no Distrito Federal são 4,7 mil atrasos.

 

Problema parecido é enfrentado por quem precisa pedir recurso a um pedido negado nas agências do Rio de Janeiro: de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais da Saúde (Sindsprev), são seis meses de fila para que um segurado possa recorrer a uma Junta de Recursos (antiga Junta da Previdência Social) do INSS, por exemplo, em casos de suas demandas terem sido negadas pelo órgão.

 

"Se um segurado pedir recurso de uma perícia, por exemplo, ele terá que agendar uma ida ao INSS, que é demorado. Depois, chegando lá no dia marcado, vai ter que preencher um documento físico que precisa ser digitalizado – e que demora também, porque não tem funcionários", disse Edilson Busson, do Sindsprev do Rio de Janeiro, ao jornal Folha Dirigida.

 

Como é protocolo dos concursos no Brasil, o órgão já protocolou um pedido de contratação de funcionários no Ministério do Planejamento, mas ainda não obteve resposta positiva. solicitadas 7.888 vagas, sendo 3984 para técnicos de nível médio, 1.692 para analistas de nível superior e 2.212 para peritos formados em Medicina.

 

Os salários vão de R$ 5.186,79 a R$ 12.683,79. Considerando os excedentes chamados, seriam mais 2.050 vagas de técnicos e 530 de analistas.

 

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (FENASPS) já afirmou que o INSS pode entrar em colapso no ano que vem se o déficit de 16 mil funcionários não for diminuído. Em 2018, de acordo com a FENASPS, 55% dos servidores atuais do INSS poderão entrar com o pedido de aposentadoria, o que tornaria o funcionamento do órgão praticamente inviável. A expectativa do governo é que, até a posse dos novos concursados, o quadro atual siga inteiro na ativa.

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