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Saiba quais são as tendências do ensino a distância

Sala invertida, mobile learning e inteligência artificial são algumas das principais previsões para o futuro

 

 

O Brasil vive uma grande expansão dos cursos EaD no país. A modalidade à distância dá mais flexibilidade para os alunos tanto em relação a horários quanto em relação ao acesso ao conteúdo, que pode ser feito de qualquer lugar com internet. De acordo com o último Censo da Educação Superior, realizado pelo Ministério da Educação em 2016, o Ensino a Distância já congrega 1,5 milhão de matrículas – 18,6% de todo Ensino Superior.

 

Essa forma de ensino também ajuda aquelas pessoas que moram longe de centros urbanos. Nesse caso, a educação costuma ser mais precária, com pouca oferta de cursos e universidades. Outro dado relevante sobre o setor foi apresentado pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES). De acordo com levantamento divulgado em maio de 2018, 44% dos entrevistados disseram que fariam um curso superior EAD, e 56% preferiram o ensino presencial. Embora o ensino tradicional esteja numericamente na frente, houve aumento do interesse pelo EaD no país. Tanto é que se a expansão continuar nesse ritmo, em 2023, a modalidade ultrapassará o ensino presencial. Abaixo, confira cinco tendências para os próximos anos na Educação a Distância:

 

1 - Sala de aula invertida

A lógica dessa tendência é utilizar as ferramentas digitais para absorção do conteúdo antes mesmo de chegar à sala de aula. Dessa forma, os estudantes podem ter contato com vídeos, ebooks e games sobre determinados assuntos para, quando chegarem na instituição de ensino, já terem ideia do assunto a ser tratado pelo professor. É uma forma de desenvolver o tema de maneira mais rápida e colaborativamente.

 

2 - Mobile learning

O Mobile learning nada mais é do que o aprendizado em dispositivos móveis. Boa parte do acesso à internet está centrado nesses aparelhos. Segundo levantamento divulgado pelo CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), quase metade dos brasileiros (49%) usa exclusivamente os celulares para acessar a rede. Portanto, é de se imaginar que o Ensino a Distância também explore essa navegação majoritária por dispositivos móveis, permitindo um aprendizado mais dinâmico.

 

3 - Inteligência artificial

A AI, como é conhecida na sigla em inglês, avança de braçada em vários setores, como indústria, medicina e mercado financeiro. No caso da educação, as iniciativas ainda são isoladas, mas podem revolucionar o aprendizado e despontar como uma das principais tendências para os próximos anos no Ensino a Distância. De acordo com relatório do grupo britânico Pearson, a inteligência artificial poderá ser usada por alunos como um apoio durante seus períodos de estudos individuais.

 

Um desses exemplos são os sistemas de tutoria inteligentes, como Third Space Learning e Carnegie Learning. Eles identificam como o cérebro do aluno atua no aprendizado de matemática, para auxiliar o professor a pensar em técnicas mais efetivas para ensinar a disciplina de acordo com as necessidades e talentos do indivíduo. “Imagine companheiros de aprendizagem ao longo da vida alimentados por AI que possam acompanhar e apoiar estudantes individuais ao longo de seus estudos – dentro e além da escola – ou novas formas de avaliação que medem a aprendizagem enquanto ela está ocorrendo, moldando a experiência de aprendizagem”, disseram os autores do estudo.

 

4 - Realidade virtual e aumentada

Ter uma experiência virtual imersiva em lugares famosos da Idade Média ou ver uma imagem em 3D e em movimento de partes do corpo humano pode ser uma grande revolução na forma de se ensinar um determinado conteúdo. Todas essas experiências podem ser propiciadas pela realidade virtual e aumentada. Apesar desses benefícios serem inegáveis, há controvérsias sobre a efetividade desses recursos tecnológicos. Alguns especialistas dizem que são ferramentas importantes, mas limitadas e que não se aplicam a todos os contextos. Outros são ainda mais radicais, afirmando que, em vez de revolucionar a educação, pode destruí-la. Em meio a tanto hype e discussões, isso indica uma tendência – que pode se concretizar ou não.

 

5 - Ensino híbrido

Essa tendência é mais “pé no chão”. Aposta no poder de transformação do papel do professor. Agora, ele não é o detentor de todo conteúdo. É, sim, um tutor e mediador de informações. Para atuar nessa função, pode se utilizar de tecnologias nas salas de aulas tradicionais para auxiliar os estudantes a pesquisarem mais informações sobre um determinado assunto. Dessa forma, surge o conceito de educação híbrida, que une o presencial aos recursos tecnológicos.

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