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Em queda no exterior, mercado de flores explode nas cidades brasileiras

June 23, 2018

Importação e vendas internas impulsionam setor floricultor no país

 

 

O mercado internacional de flores fatura cerca de US$ 60 bilhões. O Brasil, no entanto, só foi responsável por US$ 12,7 milhões em 2017, o menor volume em duas décadas. Em 2008, o país vendeu, em exportações de flores, US$ 36 milhões, só para se ter uma ideia da redução. Concorrência de outros países e dificuldades de logística são alguns dos problemas que interferem na exportação do produto. Se o mercado internacional não está em alta, não se pode dizer o mesmo do interno.

 

O setor comemora bons resultados nos últimos dois anos. Em 2017, em algumas cidades brasileiras, o consumo chegou a crescer 15%. A média, no entanto, contando com todos os municípios, ficou em 8%.

 

No ano passado, as importações brasileiras atingiram o recorde de US$ 40,5 milhões. Holambra, no interior de São Paulo, é o maior polo produtor do país. A cidade, que abastece floriculturas de Sorocaba e de diversas outras regiões, corresponde à metade do que é produzido e comercializado no Brasil. Em todo o território nacional, são cerca de 8 mil produtores de flores e plantas e 350 espécies cultivadas de 3 mil variedades.

 

A explosão do setor faz com que muitos acreditem que a retomada do mercado externo é  um caminho árduo a se percorrer. Recentemente, Kees Schoenmaker, presidente do Ibraflor (Instituto Brasileiro de Floricultura), disse à Folha de S.Paulo que é difícil voltar ao mercado externo, sobretudo pela cultura dos brasileiros de presentearem as pessoas com esse item. “Flor não é um produto de primeira necessidade, mas ela é importante para as famílias, e o mercado interno não para de crescer”. Dessa forma, o custo de exportar no atual cenário não compensa. A principal flor de corte no Brasil é a rosa. Depois, vem crisântemos, astromélias, lírios e lisiantos. Já aquelas flores cultivadas em vasos, entre as mais consumidas pelos brasileiros, estão orquídeas, kalanchoe, crisântemos e antúrios.

 

A curva ascendente se manterá, pelo menos é o que prevê o Ibraflor, apesar de se preocupar com aspectos políticos, como com as práticas adotadas por quem vencer as eleições de 2018. O instituto espera que os resultados financeiros das vendas internas de flores superem os anos anteriores. Hoje, os paulistas gastam cerca de R$ 50 por ano com flores, enquanto a média nacional fica em R$ 35.

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