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Após quedas, produtores de linha branca esperam crescer em 2018

June 15, 2018

Recuperação começou em 2017 com renovação de produtos

 

 

A recessão econômica reduziu o poder de compra do trabalhador e adiou algumas compras, mudando seu comportamento frente às necessidades cotidianas. Com isso, o foco deixou de ser em produtos mais caros para investir em equipamentos mais simples e baratos. Com essa queda no consumo, os produtores de linha branca, que incluem geladeiras e outros eletrodomésticos, sofreram uma retração econômica, com uma recuperação sobretudo no último ano.


De acordo com dados da consultoria GfK, as quantidades globais vendidas de eletrodomésticos da linha branca, em 2016, tiveram uma queda de 13%. Em 2017, houve uma estabilização e a recuperação. De acordo com dados enviados com exclusividade ao DCI, o volume de vendas do varejo ao consumidor final encerrou 2017 com uma alta de 8%. Para este ano, a perspectiva é ainda maior, com um crescimento de 10%.


É o segundo ano de expansão após quatro anos com resultados negativos: 2013 (-6%), 2014 (0%), 2015 (-15%) e 2016 (-12%). O país enfrenta uma turbulência política provocada pelas eleições presidenciais neste ano, mas esse fator não deve atrapalhar o setor. “A probabilidade de um crescimento próximo a 10% é bastante alta. As perspectivas para a linha branca em 2018 são muito favoráveis”, disse Henrique Mascarenhas, diretor comercial da GfK, ao DCI.


Outro fator que pode motivar a compra por eletrodomésticos é a procura por equipamentos mais tecnológicos e atributos de design e mais eficiência energética. Para driblar a crise, em 2017, a Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul, anunciou a maior renovação de produtos da marca no país.


O foco foi em produtos com novo design e recursos. Foram, ao todo, 54 novos eletrodomésticos lançados, boa parte deles da Brastemp. O investimento foi maior do que R$ 300 milhões. A tendência também está presente entre os itens mais comercializados de 2017 na linha branca. Em fogões, os campeões de vendas foram os “cooktops”, que podem ser instalados em qualquer superfície, e o ar-condicionado com a tecnologia Inverter, que gasta menos energia e produz menos ruídos.


Os fabricantes estimam que alguns itens, como aço, alumínio, plásticos e madeira, sofrerão aumento de preço, o que corresponderá a um maior custo de produção. Apesar disso, o setor está otimista para 2018. “Contabilizamos crescimento nas vendas em três dos quatro trimestres de 2017 e, na média, crescimento de 21% no último ano. O primeiro trimestre de 2018 trouxe também números positivos. O setor está entusiasmado”, disse Lourival Kiçula, presidente da Eletros em entrevista ao Estadão. 

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