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Empresas retomam revelação de fotos em papel

May 8, 2018

 

A fotografia digital e os smartphones mudaram a forma como as imagens são produzidas e distribuídas, e o Brasil entrou de cabeça nesse cenário. Em evento em 2017 no país, o diretor de negócios global do Instagram, Vishal Shah, disse que os brasileiros são a segunda maior base de usuários da plataforma, com 50 milhões de pessoas ativas por mês. Tomados pela nostalgia ou pela vontade de guardar momentos importantes de forma física, há um movimento contrário que preserva a revelação de fotos, um nicho que é aproveitado por outras empresas.

 

            Em agosto de 2017, a HP, empresa com DNA tecnológico, lançou uma impressora portátil de fotos no Brasil, chamada de HP Sprocket. Ela veio para concorrer com outros modelos como Polaroid Zip Printer e Fujifilm Instax Share. O dispositivo se conecta via bluetooth com o smartphone e imprime fotos da galeria em apenas um minuto. Também é possível realizar pequenas edições e adicionar filtros por meio do aplicativo para iOS e Android.

 

            Tanto HP, Polaroid e Fujifilm perceberam que podiam explorar um nicho que fora abandonado por muitos anos – o de pessoas que gostam de guardar os melhores momentos de forma física, seja em um álbum ou até mesmo em um porta-retrato ou quadro. O smartphone trouxe a facilidade do armazenamento em massa, mas nem sempre os momentos mais importantes são vistos com frequência pela quantidade de dados armazenados nos dispositivos.

 

            A empresa brasileira Phooto também é uma dessas empresas que oferece revelação de fotos, entre outros serviços relacionados, como montagem de álbuns personalizados com os momentos mais importantes da vida de uma pessoa. “A fotografia não deixou de ser a eternização de um momento. Quando você fotografa algo, é porque quer guardar aquela experiência. O que está acontecendo hoje, na era dos celulares, é que esses momentos ficam perdidos na nuvem, na memória do celular. Portanto, nosso trabalho é relembrar a importância não somente de fotografar, mas de reviver o momento outra vez, de rememorar aquilo que foi vivido”,  diz Anik Strimber, diretora da Phooto.

 

            A empresa revela as fotos para o cliente, que as recebe em casa. O público é majoritariamente formado por pessoas acima de 25 anos, mas também há aqueles jovens que gostam de reviver a época em que as fotos eram impressas apenas em papel, como os pais faziam.

 

            Embora a quantidade de papel fotográfico vendido tenha diminuído nos últimos anos, o número ainda é expressivo. Em 2016, havia 12 milhões de metros quadrados de papel fotográfico. Seis anos antes, esse número chegava à casa de 37 milhões. Agora, o mercado se restringe a um público específico e direcionado, diferentemente de antes, quando era a única opção para armazenar as fotos tiradas em ocasiões especiais.

 

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