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Casa própria: juro menor anima compradores

April 26, 2018

Caixa reduziu juros e aumentou teto de financiamento, mas consumidor deve pesquisar condições de outros bancos; veja simulações

 

 

O mercado imobiliário já está respondendo positivamente à redução nas taxas de juros e ao aumento do teto de financiamento da compra da casa própria anunciados pela Caixa no último dia 16/4. A garantia foi dada por corretores e empresários ouvidos pelo CORREIO. “Aquele consumidor que estava tímido, esperando uma boa oportunidade para comprar um imóvel agora retorna ao mercado motivado pelos valores mais atrativos”, disse um deles, o empresário e palestrante especializado no mercado imobiliário Carlos José Berzoti. 

 

As novas taxas da instituição líder do mercado de crédito imobiliário do Brasil, contudo, não devem impedir o consumidior de pesquisar outras opções, já que há bancos com taxas similares, menos burocracia e mais celeridade na liberação do crédito. “A Caixa e o Banco do Brasil são muito protocolares, por isso, às vezes, o crédito acaba demorando a sair, nesse sentido as instituições privadas saem na frente”, afirma José Carlos Vasconcelos, vice-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Bahia (Creci-BA). 

 

Condições
De qualquer forma, avisam os especialistas, a tendência é que os outros bancos - até para não perderem clientes nesta fase de retomada da economia - sigam o exemplo da Caixa e equiparem suas condições às do líder de mercado. Na semana passada, a Caixa fez a primeira redução na taxa de juros para aquisição de imóveis em 17 meses. Também elevou o limite para o financiamento de imóveis usados de 50% para 70% do valor da unidade usada. 

 

De acordo com o superintendente regional da Caixa, Anselmo Cunha, a medida é consequência da determinação da instituição em fortalecer o setor e a economia de modo geral. O impacto das novas condições, inclusive, deve aquecer os negócios do Feirão da Casa Própria da Caixa, previsto para acontecer em maio.

 

“A redução das taxas vai repercutir positivamente no bolso do consumidor. Por exemplo, um imóvel na faixa R$ 300 mil vai gerar uma economia de R$ 50 mil ao longo de 420 meses”, garante o superintendente.

 

Na nova regra da Caixa, a taxa mínima para imóveis com valor total abaixo de R$ 800 mil caiu de 10,25% para 9% ao ano. Porém em imóveis com valor mais alto os bancos Bradesco (9,7%), Itaú (9,5%) e Santander (9,99%) são mais vantajosos. 

 

Apesar das diferenças, como detentora de uma grande fatia na principal faixa de financiamentos imobiliários, Anselmo acredita que a Caixa deve seguir batendo metas de crescimento este ano. “Seguimos crescendo de forma constante e batendo recordes desde 2014, e a partir do momento que anunciamos as modificações já começamos a ter respostas com o aumento na procura”, diz.

 

Agilidade
A disputa pelo consumidor, acirrada por reduções nos juros e aumento nos limites de financiamento, tem animado as empresas do setor.

 

“A mudança tornou a compra muito mais interessante, por conta da comprovação de renda menor, o custo mensal menor e a facilidade de amortizar o saldo devedor por conta da Selic”, afirma Berzoti.

 

Porém, o próprio especialista alerta que o sucesso da redução depende de outros fatores. Um deles depende do próprio banco: a agilidade na concessão do empréstimo. 

 

“A vantagem financeira é importante, mas principalmente quem vai ao mercado em busca de um imóvel usado deve considerar a burocracia que é apresentada por instituições estatais”, afirma. “Aqui quando preparo a papelada para Caixa ou Banco do Brasil, já coloco a expectativa de liberação do crédito para 70 a 90 dias. Os bancos privados  executam essa liberação em menos tempo, e isso pode representar um grande diferencial para fechar negócio”, completa.

 

Vasconcelos, do Creci, segue o raciocínio e ressalta que por isso mesmo o estudo das condições de financiamento de imóveis não pode ser menosprezado pelos consumidores.

 

 

 

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