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Assembleia delibera que os policiais civis irão aderir às manifestações da Greve Geral de 28 de abril

 

A Assembleia realizada pelos servidores da Polícia Civil da Bahia, na manhã desta terça-feira(11), deliberou que a categoria vai participar das manifestações da Greve Geral,marcada para 28 de abril, em protesto à PEC 287 da Reforma da Previdência que pretende retirar  o direito da Aposentadoria Especial dos policiais, à proibição pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de realizar greves e paralisações,aprovada nesta semana, e a Reforma Trabalhista defendidas pelo Governo de Michel Temer. A categoria vai distribuir faixas na delegacias de todo o Estado, mobilizar todas as unidades da Polícia e vai estar presente nos atos políticos da região do Iguatemi e dos municípios do interior baiano.  A assembleia ocorreu na  Associação dos Funcionários Públicos (AFPBA),localizada na Carlos Gomes. Na ocasião, os policiais civis vão denunciar a ausência de retorno do Governador Rui Costa em relação ao Ante-Projeto que foi entregue a SAEB, em outubro de 2016, e que tem como principal reivindicação a Reestruturação Salarial de todas  as carreiras.
 

Para o Presidente do SINDPOC, Marcos Maurício, a decisão dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, de proibir o direito de greve da Polícia Civil, possui um caráter político e não jurídico  pois contradiz a própria Constituição Federal Brasileira. "A nossa Constituição prevê que as Forças Armadas não podem promover greves. Mas as Polícias Civil e Militar tem a autorização jurídica para fazê-las. Nós não vamos recuar! Vamos fazer diversas mobilizações em substituição às paralisações!", garantiu Marcos Maurício.  
 

 


Segundo Ary Alves, Presidente da Associação dos Investigadores (ASSIPOC), a Reforma da Previdência, tem como objetivo retirar dos servidores a Aposentadoria Especial, medida que representa um grande retrocesso à categoria. "Atualmente, os homens da Polícia se aposentam com 30 anos de serviços prestados e as mulheres 25 anos. A Reforma da Previdência pretende alterar para 49 anos de prestação de serviço à Polícia. Além disso, o servidor,  tanto homens como mulheres, deverão estar na faixa etária a partir de 65 anos. Um absurdo! ", criticou Alves. O Escrivão Luiz Carlos, Presidente da Associação dos Escrivães(AEPB), destacou que o policial civil quando se aposenta tem uma perda financeira mensal, diferente da Polícia Militar. " A situação vai ficar mais complicada com a Reforma da previdência!", frisou.

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