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Luís Eduardo Magalhães completa 17 anos de grandes avanços e muitos desafios

 

 

Quando aqui chegaram em 1974 os baianos Enedino Alves da Paixão (Negão) e sua esposa Maria Firmino de Jesus, com seus oito filhos não faziam ideia do que se transformaria o entroncamento da BR 242 e 020 onde construíram uma antiga pensão que instalava caminhoneiros que transitavam pelas BR's. 


No início dos anos 80 agricultores e pecuaristas despertaram atenção para o local de terras, vastas, planas e abundantes. Segundo o historiador Marcos Oliveira os agricultores costumam brincar com o preço da terra. “Costumeiramente diziam que era possível se comprar um hectare de terra pelo preço de um maço de cigarro”, explica


A história conta que o pecuarista e empresário goiano Arnaldo Horácio Ferreira adquiriu então uma área de terra equivalente a 182.000 ha e aos poucos a maior parte foi vendida para agricultores que chegavam do sul do país e construiu o posto de combustíveis Mimoso, que pela sua localização se transformou em recordista mundial na venda de combustíveis, inclusive sendo citado no Guinness Book. O posto batizaria o povoado que se tornou sinônimo de progresso. 


As lavouras de soja milho e algodão impulsionaram a economia e no ano de sua emancipação Luís Eduardo Magalhães já tinha uma população de 18 mil habitantes e alcançando produções recorde se tornou a nova fronteira agrícola do país ganhando repercussão nacional e sendo considerada pelo IBGE a cidade que mais cresce no Brasil.

 

DESENVOLVIMENTO 

No ano de 2013, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -IBGE,  o Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas pelo município alcançou a quantia de - R$ 3.365.011,546,00. O que equivale a oitava economia do estado, a frente de cidades como Itabuna, Ilhéus e a vizinha Barreiras. 


A cidade multiplicou a sua população. Do ano 2000, quando se emancipou de Barreiras até os dias atuais, a localidade mudou totalmente. Em nada lembra os tempos em que era o povoado de Mimoso do Oeste. De lá para cá, a população deu um salto. Na emancipação eram 18 mil habitantes. No último Censo demográfico realizado em 2010 eram exatamente 60.105 habitantes e hoje a população estimada pelo instituto é de 81.730 habitantes.


A cidade também cresceu no comércio, nos últimos anos empresas do setor varejista de móveis e eletrodomésticos se instalaram na cidade, além da grande variedade de lojas de roupas, calçados e também do setor de serviços. Os dados mais atualizados são de 2013. Segundo dados atualizados da Receita Federa, LEM aparece com 7232 microempresas registradas e, 4169 MEI, 15870 pessoas trabalhando com carteira assinada e o salário médio é de 2,1 salários mínimos.


Recentemente Luís Eduardo foi eleita a 5ª melhor cidade para se viver na Bahia, de acordo com o Índice Firjan, Federação das Indústrias do Rio de Janeiro atingindo o IFDM de  0,7328.


Para o economista Tiago Bittencourt o crescimento do PIB está diretamente ligado ao avanço do campo. “Numa cidade com Luís Eduardo a evolução da agricultura na região e os investimentos em tecnologia potencializaram esse crescimento avassalador. O município se urbanizou e hoje tem um comércio que atende a sua demanda. A construção civil também foi impulsionada por esse crescimento, no período, que aqueceu todos os setores”.


A economia do município é baseada na agricultura. E a agricultura é pujante e de grande produtividade, possuindo grandes áreas irrigadas. Sua pecuária é de alta qualidade tanto na área genética como tecnológica. Para escoar a produção saem da cidade cerca de 200 caminhões por dia, carregados para o porto de Santos e Salvador. O parque industrial é composto por empresas líderes em seus segmentos, inclusive quase vinte multinacionais.


O município é um dos cinco do Brasil a sedia a segunda maior feira de tecnologia agrícola do país a Bahia Farm Show, que no ano passado movimentou cerca de 1,014 bilhão de reais em negócios.
Tanta riqueza atrai até hoje gente de todos os lugares atrás do novo eldorado brasileiro. Reportagem da revista VEJA de anos anteriores constatou que cerca de 500 pessoas desembarcam todos os meses na cidade em busca de emprego. 

 

DESAFIOS

O crescimento populacional gerou também problemas sociais e aumento da criminalidade.  A taxa de homicídios por dois anos consecutivos ficou acima dos 60 por ano.


A duplicação da BR 242 nunca foi totalmente concluída e a falta de sinalização, iluminação e passarelas para os pedestres gera ainda mais perigo e confusão no trânsito da cidade que hoje conta com uma frota de veículos mais que dobrou nos últimos quatro anos.

 
 O tratamento de esgoto também é um dos graves problemas da cidade que possui pouco mais de 40% da rede tratada. 

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