Estudantes brasileiros entre 15 e 16 anos não sabem resolver questões de matemática básica

December 6, 2016

 

 

Cerca de 70% dos estudantes brasileiros entre 15 e 16 anos não conseguem resolver questões básicas de Matemática. A conclusão é do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), aplicado no ano passado em 72 países e divulgado nesta terça-feira (6) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Na disciplina o Brasil ficou com média de 377, enquanto a média estabelecida pela OCDE é 490. Se comparadao a 13 países de características socioeconômicas semelhantes à do Brasil, o país só ganha da República Dominicana, que ficou com 328. O desempenho em Matemática é avaliado desde 2003, a partir de quando, a cada três anos, o Brasil teve ganho médio de 6 pontos. A entidade considera positivo, mas o dado mais recente preocupa: desde 2012 a queda foi superior a 11 pontos, de acordo com o Estadão. Internamente, o Paraná teve melhor despenho entre os estados, com 406 na média de aprovação, seguido do Espírito Santo (405); o pior resultado foi de Alagoas (339). No Pisa também são avaliadas habilidades dos estudantes em leitura e ciências, nas quais os resultados estão estagnados desde 2000 e 2006, respectivamente. Em Ciências, mais de 56% dos alunos brasileiros entre 15 e 16 anos conseguem responder apenas questões de baixa exigência cognitiva, com escore de 401 pontos, abaixo da média da OCDE, de 493.

 

O Brasil só fica à frente do Peru (397) e República Dominicana (332). Alagoas permanece o pior estado, com 360 pontos. Espírito Santo é o melhor avaliado na disciplina, com 435 pontos. A Leitura é a avaliação com resultados mais positivos. A nota média dos países-membros da organização foi 493, enquanto a média nacional chegou e 407. No entanto, 51% dos estudantes pesquisados estão abaixo do nível considerado aceitável para o exercício da cidadania, por exemplo, não conseguem reconhecer a ideia principal de um texto ou interpretar fatores implícitos no material. No Espírito Santo o índice é de 46,7%, enquanto que em Alagoas vai além dos 70%.

 

O Brasil ocupa o antepenúltimo lugar entrre os 14 países de realidades semelhantes: à frente apenas do Peru (398) e a Repúblicana Dominicana (358). Foram ouvidos 23.141 estudantes de 841 instituições de ensino municipais, federais e privadas; a maioria era do sexo feminino, matriculada no ensino médio na rede estadual, em escola da área urbana.

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