• Da redação

Produtores debatem técnicas para a destruição de restos culturais após colheita do algodão no Oeste



A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) promoveu na última quinta-feira (03) um encontro virtual com foco no controle de plantas voluntárias e na destruição de soqueiras e tigueras depois da colheita do algodão. Com abertura realizada pelo presidente da entidade, Júlio Cézar Busato, o evento foi realizado por meio de videoconferência reunindo produtores, técnicos e profissionais. O encontro integrou as estratégias da Campanha “Não ao Bicudo”, desenvolvida pela Abapa em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Fundação Bahia e Embrapa, com o objetivo de estimular e promover estratégias e novas técnicas para reduzir a proliferação da praga nas lavouras na próxima safra de algodão, garantindo maior rentabilidade e produtividade aos cotonicultores baianos.


O evento contou com a palestra do pós-doutor em Sistemas de Produção, o engenheiro agrônomo Marcelo Nicolai, que apresentou as diferentes maneiras de controlar os focos de pragas e doenças. Ao longo da palestra, ele demonstrou experiências de destruição química e mecânica, e relatou a importância de mesclar  os dois sistemas para garantia de uma melhor eficácia. O consultor agronômico, Ezelino de Carvalho, trouxe exemplos práticos de erros e acertos no controle das tigueras e soqueiras, relatando o esforço dos produtores baianos no manejo rigoroso para destruição dos restos culturais no combate ao bicudo.


Responsável pela mediação do encontro, o engenheiro agrônomo e pesquisador da  Fundação Bahia, Victor Porto, reforçou que, apesar dos restos culturais do algodão não competirem com outras espécies agrícolas, o combate é imprescindível para o combate às pragas. “É fundamental o compromisso com o vazio sanitário, essas plantas passarão meses, despercebidas, porém na época da chuva serão hospedeiras”. Medida determinada pela legislação fitossanitária, sob a recomendação do Comitê Técnico Regional do Algodão, o vazio sanitário, com a eliminação de todos os restos culturais do algodão, marca o fim da colheita do algodão no Oeste da Bahia, a partir do dia 20 de setembro.


De acordo com o presidente da Abapa, Júlio Cézar Busato, o combate a pragas e doenças é fundamental na produção de algodão e gira em torno de buscar soluções em produzir mais e conservar os recursos naturais. ”Os resultados que vemos hoje, tanto de produtividade como de controle biológico, são frutos de 20 anos de pesquisas e transformações. Temos ferramentas novas, tecnologia avançada e os resultados mostram que a união através de associações, fortalece a ideia de que é possível produzir e conservar”, afirma. O evento também contou com a presença do vice-presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi, além de consultores agrícolas, ambientais, equipe executiva da Aiba e técnicos da Fundação Bahia.


Ascom:Aiba

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