• Da redação / Classe A / Fotos: Augusto Isensee

LEM: uma cidade acolhedora, próspera, mas com enormes desafios a vencer.


A cidade que tem nome de deputado e cresceu de fora para dentro é também uma das campeãs em economia e índice de desenvolvimento humano no Estado, Luís Eduardo Magalhães chega aos 19 anos, mas ainda tem contrastes importantes e desafios a vencer, como distribuir melhor as suas riquezas.


São mais de 4 milhões de km² e uma população estimada em 84 753 habitantes de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Acima 720 metros do nível do mar a cidade tem um clima tropical semi-úmido, com média anual de 22º de temperatura, apesar do forte calor durante a maior parte do ano, na estação chuvosa, os volumes pluviométricos tendem a ser generosos e favorecem a agricultura.


E foi justamente nesse setor o principal fator que fez o povoado de Mimoso do Oeste se transformar no município Luís Eduardo Magalhães, emancipado no ano 2000.


No final da década de 70, chegaram a região oeste os primeiros desbravadores do cerrado, vindos do sul do Brasil. No início dos anos 80 foram estes aventureiros que encontraram uma imensidão de terras de cerrado, iniciando o núcleo de povoamento que em um curto período de tempo transformaria o cenário da região, contribuindo consideravelmente para a economia regional.


Com uma agricultura mecanizada e baseada nos avanços tecnológicos de ponta, começaram a surgir as primeiras indústrias que foram fatores importantes para a criação do município mais novo do Estado. Elevado à categoria de município com a denominação de Luís Eduardo Magalhães, pela Lei Estadual n.º 7.619, de 30-03-2000, desmembrado de Barreiras.


Hoje LEM, como os moradores gostam de chamar, ocupa a 7ª economia do estado, com um Produto Interno Bruto de R$ 3 999 684 milhões (soma das riquezas produzidas pelo município) mesmo sendo o 34º em população.


Se o oeste baiano é a região que mais depende do setor agrícola, são 26,3%, Luís Eduardo depende ainda mais, de acordo com dados do IBGE, mais de 25% da renda gerada pelo município vem do campo. Aqui bem diferente de outras regiões a agricultura é comercial, de exportação e de alta tecnologia.


Os dados do Censo Agropecuário dão conta de que os 368.874,589 hectares estão divididos entre 417 estabelecimentos rurais. 339 produtores são homens e 76 são mulheres que comandam a fazenda, roça ou chácara. 199 produtores se declararam de cor branca, 168 são pardos, 28 pretos e 5 amarelos, números que mostram a diversidade, mas sobretudo influência cultural dos sulistas na formação e desenvolvimento da região.


A agricultura é sem dúvida a mola propulsora de todo o desenvolvimento da cidade. As fazendas de grandes extensões de monocultura produzem soja, algodão, milho e representam 60% da produção de grãos do estado da Bahia. Exportando para China e Europa. No ano passado a safra de grãos chegou a quase 8 milhões de toneladas, de acordo com o último levantamento técnico realizado pela Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).


A tecnologia no campo também chama atenção, algumas fazendas tem grandes estruturas de segurança e investimentos milionários em aplicativos de gerenciamento via internet. O número de máquinas impressiona, são 880 tratores, 306 plantadeiras, 232 colheitadeiras e 199 adubadeiras.


O Índice de Desenvolvimento Humano também é elevado (0,713), o quarto do Estado. Porém, os números frios não retratam os contrastes sociais da cidade. Segundo dados do programa Bolsa Família cerca de 20% da população é pobre ou vive abaixo da linha da pobreza.



Além disso, a cidade ainda enfrenta muitos problemas com sua infraestrutura como a falta de drenagem, que provoca vários alagamentos durante a chuva, a falta de asfaltamento em mais da metade da cidade também é um problema. No saneamento básico a cidade avançou, tendo hoje mais de 70% dos seus domicílios com rede de esgoto, porém registrando sérios e recorrentes extravasamentos, prejudicando o meio ambiente.


Outra reclamação recorrente dos moradores é o lixão, que desde 2014 deveria ser desativado, mas até hoje não teve solução. Apesar dos quase 100 mil habitantes, ainda falta um Hospital de referência, já que o Hospital Maternidade Gileno de Sá só realiza procedimentos de baixa complexidade.


A BR 242, principal rodovia que corta a cidade foi duplicada em 2014 com um investimento federal de mais de 60 milhões de reais, mas até hoje não tem iluminação. As passarelas para pedestres completaram recentemente um ano de obras sem conclusão.


Outro desafio é diversificar a cadeia produtiva e aumentar a industrialização. O parque industrial é composto por empresas líderes em seus segmentos, inclusive quase vinte multinacionais. Mas esbarra no entrave da carência de oferta de potência energética.


Mas, apesar de seus contrastes e de desafios tão grandes quanto o seu crescimento acelerado, Luís Eduardo tem justamente nessas diferenças a sua força, a diversidade cultural do seu povo, que constrói a cada ano a identidade do município acolhedor e fértil do cerrado baiano.

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