• Da Redação / Jornal Classe A

Excesso de chuva em Luís Eduardo Magalhães traz impactos positivos e negativos no campo e na cidade


A frequência das chuvas em Luís Eduardo Magalhães no início do mês de dezembro chama atenção, se no campo produtores comemoram, na cidade muita gente reclama da falta de infraestrutura.


Choveu em menos de duas semanas 219 milímetros na cidade, mais do que toda a média histórica para o mês de dezembro, que é de 200 mm. A explicação para o excesso de chuvas é uma frente estacionária que parou sobre o estado baiano. Um fenômeno climatológico que resulta quando uma frente fria ou quente deixa de se mover.


O lado bom é que com o bom regime de chuvas no mês a produção de grãos tem sido beneficiada. As lavouras de soja e milho estão em andamento.


“A incidência da germinação foi muito uniforme e temos um padrão muito bom de lavoura pra esse período do ano. O milho não está totalmente finalizado, mas a expectativa é muito boa e se continuar nesse padrão teremos uma safra como no ano passado ou melhor. Se tivermos no momento de enchimento de grão e floração esse padrão de chuvas, com certeza teremos uma safra de muito sucesso” disse a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Carminha Missio.


Segundo a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), 60% da produção de soja do Oeste da Bahia é destinada aos países asiáticos e 40% para abastecer os mercados do Norte e Nordeste do Brasil.


Já o algodão teve seu plantio atrasado por conta das chuvas. Mas não preocupa os agricultores neste momento. Para a safra 2018/2019, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) prevê o crescimento de 25,8% na área plantada de algodão, com a previsão total de 331,9 mil hectares, sendo 319,6 mil no oeste, e 12,3 mil no sudoeste baiano. Na safra passada, a Bahia produziu um total de 1,270 milhão de toneladas de algodão (caroço e pluma) em uma área de 263.692 mil hectares. A Bahia é o segundo maior produtor da fibra no Brasil, atrás apenas do Mato Grosso.


De acordo com o último Levantamento da safra de grãos 2017/18 da Aiba, o Oeste da Bahia colheu mais de 9,345 milhões de toneladas de grãos, numa área plantada de mais de 2,415 milhões de hectares, entre soja, algodão, milho, café e outras culturas.


Na cidade a realidade é diferente. Se por um lado a chuva ajudou a aliviar o calor, diminuindo as temperaturas e aumentando a umidade relativa do ar, por outro a infraestrutura tem ficado comprometida. Por conta da chuva muitos buracos e pontos de alagamento tem se formado ao longo da cidade. Bairros como Cidade Universitária e Mimoso II tem sido os principais atingidos na malha asfáltica.


“Andar de carro por aqui é quase impossível, eu bati num buraco na semana passada e tive um prejuízo de 200 reais. E todo ano a gente passa por isso”, Disse uma moradora.


Já no Santa Cruz, Jardim Paraíso e Jardim das Acácias as ruas sem pavimentação são as que mais causam transtornos aos moradores.


No bairro Santa Cruz a avenida Ayrton Sena foi interditada na parte final não asfaltada, enormes valetas se formaram e impedem a passagem de veículos. No canal do Santa Cruz, aos fundos da Rua Ibotirama e Utinga moradores fizeram um mutirão para conter as encostas tentando evitar deslizamentos de terra que pudessem levar as construções próximo ao buraco.


A secretaria de infraestrutura tem feito a operação tapa buracos na cidade. Nas redes sociais oficiais da prefeitura tem sido divulgadas fotos com a operação, que já passou por alguns dos bairros citados.


Na Rua Jorge Amado uma proteção foi instalada para evitar acidentes e uma nova passagem de água vai facilitar o escoamento da água da chuva no Rio dos Cachorros. Os canteiros centrais da BR 242 e da Avenida Brasília também estão recebendo manutenção. Ruas da Cidade Universitária, Jardim Paraíso e do Centro da cidade já estão recebendo a operação tapa buracos, que será estendida para outros bairros da cidade.


Ainda segundo a assessoria de comunicação da prefeitura, o material utilizado para a recuperação das vias é o CBUQ (concreto betuminoso usinado a quente), de alta qualidade e durabilidade.

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