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Ciência avança na descoberta de algodão resistente a seca


Por meio de pesquisas, já foram desenvolvidas variedades tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos

A descoberta de uma variedade de algodão resistente a seca está cada vez mais próxima. Um estudo divulgado na revista Frontiers in Plant Science, apresentou a descoberta de genes da tolerância à escassez de água na planta.


A pesquisa foi realizada por uma equipe coordenada pelo cientista Wangzhen Guo, na Universidade Agrícola de Nanjing, China. Com as informações, os cientistas vão poder usar o trecho do DNA para fazer o melhoramento genético da planta relacionado ao fator climático. "Nosso estudo fornece informações valiosas e viabiliza novos recursos para a melhoria das futuras plantações dessa cultura", comentam os pesquisadores no artigo.


Para chegar aos genes, os cientistas analisaram 319 variedades de um algodão cultivado em sequeiro, ou seja, sem irrigação. A variedade estudada foi a Gossypium hissutum L., proveniente da China e dos Estados Unidos. Entre 2015 e 2017, as variedades foram plantadas em estufas na Universidade Agrícola de Nanjing, província de Jiangsu, China. As plantas foram cultivadas em casas de vegetação e submetidas à falta d´água. Depois elas foram classificadas em quatro níveis de tolerância à seca: o avançado, médio, sensível e extremamente sensível. Só depois o DNA foi analisado.


"Identificamos 20 marcadores moleculares distribuídos em 16 cromossomos significativamente associados a seis características relacionadas à tolerância à seca", afirmam os cientistas. Através de pesquisas envolvendo biotecnologia, já foram desenvolvidas variedades de algodão transgênico tolerantes à herbicidas e resistentes à insetos.


"Esses resultados aprofundarão nossa compreensão da base genética da tolerância ao estresse hídrico no algodão e fornecerão potenciais marcadores para acelerar o desenvolvimento de cultivares de algodão tolerante à seca", acrescentam os cientistas.


Déficit


O algodão de sequeiro é responsável por 95% da produção mundial da fibra, a cultura mais importante da indústria têxtil. O crescente déficit hídrico traz uma grande ameaça à produção da cultura. A seca pode provocar perda de produtividade. O aquecimento global, e o consequente aumento das variações climáticas, torna ainda mais urgente o desenvolvimento de uma nova variedade que suporte escassez de água.


No Brasil, a pesquisa foi divulgada pelo CIB - Conselho de Informações sobre Biotecnologia, uma organização não governamental formada por cientistas renomados e por representantes da sociedade civil. Os estudos são acompanhadas com atenção especial pelos produtores rurais da Bahia. O estado é o segundo maior produtor de algodão do Brasil, respondendo por 23,7% da produção nacional da fibra.


A biotecnologia vem se transformando em um instrumento essencial para o enfrentamento da seca não apenas nas lavouras de algodão. O desenvolvimento de culturas resistentes a escassez de água mobiliza milhares de pesquisadores e cientistas em várias partes do mundo. No Brasil, existem resultados promissores já obtidos por pesquisadores de institutos de tecnologia agrícola, como o Instituto Agronômico (IAC) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA). Há pesquisas em andamento com cana-de-açúcar, café, laranja, trigo, soja e milho.


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