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Concurso do TRT ES abre vagas para técnico judiciário


Candidatos aprovados dão prosseguimento a processos trabalhistas até que o juiz dê um veredito


O concurso público do Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo, TRT ES, que compreende a 17ª Região, é esperado ainda para o primeiro semestre de 2018. O órgão já recebeu autorização para realizar o certame e divulgou a comissão que dará seguimento aos trâmites no dia 21 de fevereiro. Serão oferecidos cargos de técnico e analista judiciário para níveis médio e superior, respectivamente. O último concurso do órgão aconteceu em 2013 e teve validade até fevereiro de 2018.


Com a divulgação dessas oportunidades, fica a dúvida na cabeça de muitos candidatos do que faz exatamente um técnico judiciário. Basicamente, em um tribunal do trabalho, ele dá prosseguimento aos processos trabalhistas até que o juiz dê um veredito sobre o caso. O processo é dividido em diversas etapas: citação, autuação, audiência, expedição de mandados, certidões e ofícios.


O que o técnico judiciário faz é dar andamento a essas etapas. O cargo pode ser desempenhado por diversas especialidades, desde legislação, áreas administrativas, de pagamento, de protocolo, entre outras. Por essa diversidade de opções é que o cargo se torna extremamente concorrido.


Estão entre as atividades participar de comissões e de treinamentos, executar os serviços de expediente, participar de audiências, elaborar e digitar pautas de publicação, desenvolver atividades em geral dos órgãos onde trabalham, elaborar certidões e relatórios, indexar documentos, fazer atendimento ao público, entre outras. O candidato poderá se candidatar a essa vaga se tiver concluído o Ensino Médio - portanto, não é um cargo que exija nível superior.


Foi a partir de 1988 que surgiu o cargo de analista judiciário. As atribuições desse profissional hoje são as mesmas absorvidas por aqueles que se destacavam como servidores públicos antes da Constituição Federal de 88. Eles investiam em novas habilidades e nas qualificações acadêmicas, e, a partir daí, faziam um concurso interno para analista judiciário, configurando em uma promoção. Por isso, surge a dúvida entre o que faz esse profissional e o técnico judiciário.


Por fim, também existe o cargo de escrevente técnico judiciário. Suas responsabilidades estão descritas no código civil e incluem: redigir, em forma legal, os ofícios, mandados, cartas e outros documentos necessários ao seu ofício; executar as ordens judiciais; comparecer às audiências ou designar para substituí-lo um escrevente, datilógrafo ou taquígrafo; ter, sob sua guarda e responsabilidade, os autos dos processos que acompanha; entre outras atribuições especificadas. O escrivão é o diretor do cartório e chefe dos escreventes, e cabe a ele distribuir as tarefas entre os servidores.