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Programas de pós-graduação a distância brasileiros atraem profissionais seniors


Segundo dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância, metade dos alunos nos cursos de pós têm entre 31 e 40 anos


Para além do crescimento das matrículas e das instituições que oferecem EaD no Brasil, os números também apresentam um fenômeno particular brasileiro: a procura por pós-graduação a distância por pessoas mais velhas. De acordo com a Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED), 49,78% dos alunos matriculados nesse tipo de programa no país em 2015 estava na faixa de 31 a 40 anos, enquanto que, nos cursos presenciais, a vasta maioria de alunos está na faixa de 21 a 30 anos (63,23%).


Os cursos que mais atraem os chamados seniors estão na área de Informática - como tecnologia da informação - e de Administração - como gestão de negócios e planejamento estratégico. "Quem opta por um curso como esse já trabalha na área e busca aprofundar os conhecimentos para ramos específicos", explica Benhur Etelberto Gaio, reitor da Uninter e relator do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).


É o caso do jornalista Omar Bodgan de 31 anos, de São Paulo: com a universidade concluída em 2011, ele acreditou que seria contratado rapidamente no mercado de trabalho com o diploma universitário. No entanto, não encontrou grandes oportunidades e, enquanto atuava em uma agência de marketing, decidiu voltar aos estudos. Se matriculou em uma pós-graduação a distância em marketing, concluída no meio deste ano, quando ele já estava empregado em uma empresa maior. “Foi um diferencial”, revela.


Foi também a situação do administrador de empresas Luís Pereira, de São Paulo. “Como hoje trabalho em uma empresa de tecnologia de informação e estou a todo tempo em contato com assuntos específicos do ramo, senti a necessidade de aprofundar meus conhecimentos na área”, comenta ele.


Segundo o último censo da Associação Brasileira de Ensino a Distância, a categoria de especialização lato sensu é a que possui mais ofertas de cursos no Brasil: são 1.098 grades totalmente à distância. Em relação a alunos matriculados, no entanto, a modalidade de pós-graduação fica atrás apenas dos que estão cursando uma graduação a distância: hoje, são cerca de 135 mil graduandos em licenciatura e 49 mil pós-graduandos lato sensu.


“Isso se explica pelo fato de os cursos de especialização terem uma variedade muito maior do que as licenciaturas ou os cursos para tecnólogos; portanto, atraem um público mais específico e menor”, explica Benhur.


A presença de profissionais já formados no mercado em cursos como esse ajuda no debate sobre os próprios cursos: recentemente, o foco em tecnologia na educação a distância se intensificou em vários lugares do mundo. Um relatório da Association of Colleges, do Reino Unido, produzido em 2014, mostrou como a integração entre soluções tecnológicas em escolas é inevitável. Elas se estendem da educação primária, onde 45% dos professores do país já usam ferramentas oriundas da web para ajudar a reforçar e expandir o conteúdo. No entanto, algumas universidades ainda não se adaptaram à cultura de aprendizado online.


No Brasil, por sua vez, já há um mercado estabilizado de graduações, especializações e até cursos técnicos a distância. Eles se tornaram um dos mais procurados pelos alunos brasileiros nos últimos anos: em 2015, segundo a entidade, existiam 184 cursos técnicos totalmente a distância no país para 43 mil alunos. Dois anos antes, os números eram de 139 cursos e 35 mil estudantes - um aumento de 57%.


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