• Da Redação / Classe A

Fim do Lixão? Prefeitura já tem local para aterro sanitário de LEM


Aterro Sanitário deve custar cerca de R$ 1,2 milhão

O lixão de Luís Eduardo Magalhães é um problema antigo da cidade. De acordo com a secretaria do meio ambiente são produzidos por dia mais de 100 toneladas de lixo e tudo vai pra lá. Uma área de 14 hectares que fica cercada por cinco bairros populosos da cidade. Em tempo seco incêndios e fumaça, quando chove é o mau cheiro que atormenta a vida dos moradores.


A secretaria do meio ambiente ainda não divulga, mas segundo informações obtidas com exclusividade pelo Jornal Classe A o projeto do Aterro Sanitário da cidade já está praticamente pronto. A ideia é ocupar uma área de 13 hectares nas proximidades da BR 020, já que a área precisa ficar distante 12 km de qualquer aeroporto ou rio e também precisa de uma rede elétrica por perto. A nova área seria cedida por um agricultor da região. Mas ainda há possibilidade de outras duas áreas, uma próxima e outra a margem da BR 242, sentido Tocantins.


O projeto porém depende de aprovação da Câmara de Vereadores e deve ser apresentado junto com o Plano de Saneamento e Gestão de Resíduos Sólidos do Municípios, que deveria ser entregue até o ano passado por uma empresa terceirizada, mas atrasou. O novo prazo é até o fim do ano, mas a prefeitura espera apresentar ainda no fim deste mês.


Segundo a secretária Isabel de Paula, os resíduos sólidos seriam tratados e os aterros possuem um solo preparado para que não haja contaminação das áreas do entorno e monitora as emissões de gases provenientes da decomposição dos resíduos.


"Nesse sentido o Lixão seria desativado e precisaremos fazer a mitigação daquele material. Tubulações serão colocadas para retirada dos gases e microbactérias também serão incorporadas para a decomposição mais rápida da matéria orgânica. A área deve ser cercada e haverá o plantio de árvores em todo o entorno para diminuir o impacto a população." disse a secretária.

A equipe da secretaria de meio ambiente esteve nos últimos meses visitando outras cidades que já utilizam o modelo de aterro sanitário e até aproveitam o lixo para geração de energia. Essas devem ser as próximas etapas a serem instaladas na cidade. Com uma usina termoelétrica que abasteceria os prédios públicos com energia vinda do lixo. O modelo já é usado em São Bernardo do Campo, com energia vinda do lixo.


COMO FUNCIONAM OS ATERROS SANITÁRIOS?


O lixo é coberto com uma camada de terra e impermeabilizado. Dessa forma, ele não sofre muita decomposição e não emite odores muito fortes. Os aterros sanitários são compostos por setores: de preparação, execução e conclusão. No primeiro acontece a impermeabilização e o nivelamento do terreno. No setor de execução os resíduos são separados de acordo com suas características e depositados separadamente. O lixo, então, é depositado em uma área. Quando a capacidade de disposição de resíduos em um setor do aterro é atingida, a área é revegetada, com os resíduos sendo então depositados em outro setor.


Existem normas que regulam a implantação dos aterros sanitários com mantas impermeabilizantes que evitem a infiltração de agentes contaminantes. O regulamento prevê também a retirada de líquido por sistemas de drenagem eficiente e o reaproveitamento dos gases liberados – o gás emitido durante a decomposição em um aterro é chamado de biogás, composto, principalmente, por dióxido de carbono e metano e pode ser aproveitado como combustível ou transformado em energia elétrica.

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