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Testemunhas de acusação contra Eike Batista prestam depoimento no RJ


Juiz da 7ª Vara Federal Criminal ouve duas testemunhas de acusação da Operação Eficiência, que apura o envolvimento do empresário Eike Batista no pagamento de propina ao ex-governador Sérgio Cabral.


O juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo Bretas, ouve, nesta quarta-feira (24), duas testemunhas de acusação da Operação Eficiência, que apura o envolvimento do empresário Eike Batista no pagamento de propina ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral.


O primeiro a ser ouvido é o ex-marido de Adriana Ancelmo, o advogado Sérgio Coelho. O juiz abriu a audiência informando que as testemunhas de defesa serão ouvidas nos dias 8 e 13 de junho.


Em depoimento, Sérgio Coelho lembrou de dois contratos com empresas ligadas ao Grupo X, do empresário Eike Batista. A primeira, em fins de 2012, quando recebeu R$25 mil quando o escritório - que tinha em sociedade com Adriana Ancelmo - foi subcontratado para fazer análises jurídicas para a empresa Rex e o Banco Modal. O outro trabalho, relativo ao pagamento de R$1 milhão que consta no processo da Operação Eficiência, Coelho disse que embora os valores sejam elevados eram compatíveis com o trabalho que foi realizado.


"Fomos chamados para ampliar o grupo de advogando que atuava no caso do Grupo X contra Rodolfo Landim. Como era um caso que envolvia bilhões, um caso complexo e que estava prestes a chegar ao STJ, o valor cobrado foi elevado, mas perfeitamente compatível com o mercado, embora o processo não tenha sido distribuído pra o STJ", disse Coelho.


Coelho foi sócio de Adriana Ancelmo de 1997 a meados de 2013. No segundo depoimento do dia, a ex-secretária do escritório de Adriana Ancelmo disse que trabalhou de 2004 a novembro de 2015 e que, embora tenha ficado responsável pela parte financeira do escritório, nunca viu nem soube de nenhum contrato de trabalho com a EBX Holding.


Em fevereiro, Cabral Eike e mais sete pessoas viraram réus na Operação Eficiência, após o juiz Marcelo Bretas aceitar denúncia do Ministério Público Federal contra os acusados.

Além de Eike e Cabral, também viraram réus no caso a mulher do ex-governador do Rio, Adriana Ancelmo; Wilson Carlos, ex-secretário de Governo; Carlos Miranda, suspeito de ser operador do esquema; Flávio Godinho, ex-sócio de Eike, Luiz Arthur Andrade Correia, Renato Chebar e Marcelo Chebar, apontados como operadores financeiros no esquema.


Denúncia do Ministério Público


De acordo com a denúncia, Eike pagou US$ 16,5 milhões em propina a Sérgio Cabral em 2011. Para realizar a transação, o doleiro Renato Chebar, a mando de Cabral, criou a offshore Arcadia Associados, que assinou um contrato fictício de "aconselhamento e assitência com a Centennial Asset Mining Fund LLC, holding de Eike Batista para possível aquisição de uma mina de ouro da empresa Ventada Gold Corp.


Pela falsa intermediação, a Arcadia receberia da Centennial uma comissão de 1,12% do valor da transação. O valor da propina, segundo o MPF, foi pago partem dinheiro e parte em ações da Petrobras, da Vale e da Ambev, adquiridas nos Estados Unidos. Os recursos foram transferidos para uma conta de Eike no Panamá, a Golden Rock Founation, para a conta Arcadia , aberta por Renato Chebar no Banco Winterbotham, do Uruguai, para receber os valores.


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