• Por Gervásio Lima Jornalista e historiador

Corrupção alheia não é refresco


O problema da corrupção está disseminado em todas as esferas de poder e instâncias da sociedade, mas as pessoas debatem o assunto como se o problema fosse apenas com o outro, mascarando assim, a presença desse problema em outros espaços da sociedade. A corrupção não está só na política, nem só nas empresas, mas no cotidiano de cada um.


Muito pouco se fala sobre atos comuns a todos os dias que também podem ser considerados corruptos, como sonegar imposto ou dar uma gorjeta para o garçom esperando sentar na melhor mesa do restaurante e até mesmo um aluno que cola a resposta do colega na sala de aula. Sabendo que corrupção é o efeito ou ato de corromper alguém ou algo, com a finalidade de obter vantagens em relação aos outros por meios considerados ilegais ou ilícitos, entende-se obviamente que não seria possível a existência de um corrupto sem a parceria com um corruptor.


Palavra da moda, a corrupção, tem sido também um meio de demonstrar a tamanha desfaçatez de um grande número de brasileiros que com seus 'jeitinhos' a pratica tanto quanto a pronuncia. Uma verdadeira salada de demagogia com creme de hipocrisia.


Por preconceito entende-se "o conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; julgamento ou opinião formada sem levar em conta os fatos que o contestam". Trata-se de um prejulgamento, isto é, algo já previamente julgado. O indivíduo preconceituoso é aquele que se fecha em uma determinada opinião, deixando de aceitar o outro lado dos fatos. Cada um tem o direito de achar correto ou incorreto o que quiser, mas jamais de tirar a oportunidade de outras pessoas enunciarem seus pontos de vista e, quando necessárias, suas defesas. São justamente esses conceitos antecipados que estão levando toda a classe política para a mesma vala. Ao contrário do que já foi abordado em parágrafo anterior, a política e os políticos se tornaram sinônimos de corrupção, por práticas expostas e generalizadas como sendo um conceito único. Assim como o cidadão existem políticos bons e ruins. O mal é só um acaso quando independe da contribuição de outrem.


Vale lembrar que o regime político brasileiro está fundamentado na democracia, em que o povo determina quem serão os seus governantes, e no sistema presidencialista, que é composto por três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. O primeiro é exercido pelo presidente da república e o segundo, pelo parlamento – dividido entre Câmara dos Deputados e Senado Federal. Já o Poder Judiciário tem a função de garantir o cumprimento da Constituição Federal e aplicar as leis, julgando determinada situação e as pessoas nela envolvidas. Por tanto, o povo tem o governante que escolheu e dependendo do seu comportamento saberá se realmente é o que merece. É mais fácil culpar algo ou alguém do que reconhecer seus próprios erros.


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