• Ascom Sindicato dos Produtores Rurais de L.E.M

SPRLEM articula com produtores e poder público, a implantação de um moinho de trigo


Por sua localização privilegiada, que permite o fácil escoamento da produção para a região Nordeste, o município de Luís Eduardo Magalhães, no interior do oeste baiano, está sendo cotado para a instalação de um moinho para processamento de trigo, como parte integrante do projeto de expansão de um grupo proveniente do Estado de Goiás. Para viabilizar este empreendimento para a região, o Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães (SPRLEM) mobilizou na última sexta-feira, 17, em suas dependências, um encontro técnico com produtores rurais, consultores, representantes do poder público municipal e, também, da empresa que pretende se instalar no município.


Para tornar viável o investimento, que deve ter capacidade de processamento de 3.000 toneladas por mês e gerar mais de 350 postos de emprego entre diretos e indiretos, o empresário estuda o interesse dos produtores em aumentar a área plantada do cereal na região e a possível contrapartida do poder público municipal em tributação, incentivos e investimentos. “O nosso projeto inicial é de um moinho com capacidade de esmagamento de 3.000 toneladas por mês, com previsão de ampliação de acordo com o aumento da área cultivada. E esse aumento pode se dar com muita confiança, pois todo o trigo produzido tem garantia de venda, ou seja, de destinação. Todo o trigo produzido será comercializado no mercado interno, devido a sua qualidade. O trigo produzido na região do Cerrado é considerado o melhor do mundo, utilizado inclusive para melhoramento de trigos de qualidade inferior, cultivados em outras regiões do país”, destacou o diretor André Lavor. De acordo com o empresário, o plantio de 10 mil hectares da cultura já viabilizaria a implantação do moinho no município, com o processamento de 50 mil toneladas por ano.


A presidente do SPRLEM, Carminha Missio, está empenhada em contribuir para a atração de novos empreendimentos para a região. “A possibilidade concreta da instalação de novos grupos na região para nós é motivo de satisfação. Ao se instalarem, esses empreendimentos diversificam e agregam valor para a nossa produção, geram emprego e renda para a nossa população e trazem desenvolvimento econômico e social para as nossas cidades. Além disso, o trigo é uma cultura muito interessante dos pontos de vista econômico e agronômico, podendo ser utilizada como alternativa de cultivo de safrinha e rotação de cultura em áreas irrigadas. Também é fundamental para a sanidade do solo, pois quebra o ciclo de doenças e pragas e suprime plantas daninhas, além de render um incremento de 10 a 15% de produtividade nos cultivos subsequentes de soja”, disse.


Presente à reunião, o secretário municipal de Agricultura, Franco Bosa, comprometeu-se em levar a demanda ao chefe do Executivo a fim de estudar os possíveis incentivos e, assim, assegurar a implantação do empreendimento em Luís Eduardo Magalhães. Marcaram presença, também, os produtores rurais Jarbas Bergamaschi, Osvino Ricardi e Celestino Zanella, que já cultivam trigo na região; o engenheiro agrônomo e consultor, Celito Breda; o diretor de Indústria e Comércio, Célio Oliveira; o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, Jacob Lauck; o presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, Inácio Spengler e, o representante da Associação dos Produtores de Sementes do Matopiba, Ivanir Maia.


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