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Abrapa assume cadeira na Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação do Mapa


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão tornou-se ontem (14/02) membro efetivo da Câmara Temática de Agricultura Sustentável e Irrigação (CTASI) do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), aprovada por unanimidade durante a 29ª reunião ordinária da entidade, na sede do Ministério. A cadeira conquistada pela Associação soma-se à que já ocupa na Câmara Temática de Insumos Agropecuários (CTIA), e à da Câmara Setorial do Algodão, que preside.


“Temos plena certeza de estarmos cumprindo a nossa missão institucional quando ampliamos a representatividade da cotonicultura brasileira nesses espaços de discussão e decisão acerca dos grandes temas do setor e do agronegócio como um todo”, afirma o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura. Ele enfatiza que a entidade também participa de diversos conselhos, como o da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Instituto Pensar Agro (IPA), ligado à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), e a Câmara Consultiva do Algodão da Bolsa de Mercadorias e da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM).


Durante a reunião em que assumiu o posto de membro na CTIA, a Abrapa apresentou o conceito e os resultados alcançados pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), um programa que tem foco nas boas práticas para uma produção social, ambiental e economicamente sustentável do algodão, estabelecendo critérios rígidos de avaliação e auditoria. Na safra 2015/16, 81% da produção brasileira de pluma – mais de um milhão de toneladas – foram certificados pelo ABR. A cobertura do programa está em torno de 676 mil hectares do total da área de produção de pluma no período. Os dados sobre o ABR foram apresentados pelo gestor de Sustentabilidade da Abrapa, Fernando Rati.

Pensar Agro


Ontem pela manhã, Arlindo Moura participou da Assembleia Geral Extraordinária (AGO) do Instituto Pensar Agro (IPA), na sede do Instituto em Brasília. Foi a última da gestão do presidente Ricardo Tomczyk, que passou o cargo para Fabio de Salles Meirelles. Na ocasião, Política Agrícola, Plano Safra e Plano Plurianual foram delimitados temas prioritários para o mandato. Voltaram à tona as questões a respeito do seguro agrícola e as garantias cobradas pelos bancos que impedem que o produtor rural possa negociar com instituições diversas.


Sobre o seguro agrícola, o presidente da Abrapa assinalou que é necessário desenvolver um modelo que beneficie ao agricultor. “Que dê a ele liberdade para escolher o seguro que for interessante ao seu negócio e assegure, de fato, sua produção, contemplando não apenas à instituição crédito”, afirmou Moura.


O IPA, que tem na vice-presidência e linha de sucessão o primeiro secretário da Abrapa e presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Pedro Schenkel, deliberou por retomar, com o Governo Federal, as discussões a respeito de tributação sobre exportações pelos governos estaduais e revisão da lei trabalhista, que, segundo os membros, por ter descompassos com a realidade do campo, criam grandes dificuldades ao produtor rural, deixando o país menos competitivo.


Indústria – Riqueza


À tarde, a Abrapa marcou presença na reunião do Conselho das Entidades do Setor Agropecuário (Conselho Agro) da CNA, que tratou do tema Comunicação, com palestras e apresentação de cases por diversas entidades do setor. Dentre os convidados que explanaram sobre o tópico, estava o diretor de Marketing da Rede Globo, Roberto Schmidt, à frente da campanha nacional da emissora, intitulada “Agro: a indústria-riqueza do Brasil”. Iniciada em julho de 2016, a campanha já levou o bordão “Agro é tech, agro é pop, agro é tudo” para mais de 200 milhões de brasileiros. A frase assina uma série de vídeos sobre as cadeias produtivas do agro, dentre elas, a do algodão, que associa a fibra ao dia a dia das pessoas, à moda, culinária e à economia.


“Essa é uma campanha genial e de alcance gigantesco que merece ser enaltecida. Ela é um indício forte de que a sociedade brasileira finalmente poderá entender a importância e a força do agro como gerador de matérias primas essenciais à vida humana, de mais de 30% dos empregos no país e, hoje mais que nunca, o papel do agronegócio como o pilar que sustenta a nossa economia. A campanha faz isso de forma muito interessante e que reverbera para 90% da população nacional. Não poderíamos estar mais contentes”, afirmou Moura.


O Conselho Agro congrega 12 cadeias produtivas do agronegócio que debatem, avaliam e propõem politicas oficiais ao Governo Federal. “Somos o espaço de representação da porteira para dentro, e é para o pleno desenvolvimento da produção que atuamos politicamente na CNA”, diz o presidente da Confederação, João Martins da Silva Junior. Ele explica que o tópico Comunicação é parte dos chamados “grandes temas” trabalhados pelo Conselho Agro, que incluem legislação trabalhista, títulos do agronegócio (CRA e CPR), Plano Nacional de Defesa Agropecuária e compra de terra por estrangeiros.


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