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Muda o jeito de ganhar dinheiro com o Carnaval


Dentro dos camarotes, um universo de serviços permite aos foliões brincar seis dias de Carnaval sem parecer que está brincando

Com o esvaziamento dos blocos e do Circuito Osmar (Campo Grande), o Carnaval está se reconfigurando também para quem usa os dias de folia como forma de ganhar dinheiro. Novos serviços surgem direcionados para os camarotes. E atividades ligadas aos blocos, como customização de abadás e camisetas, estão tendo que se reinventar.


A partir deste Carnaval, os camarotes são um alvo de negócios novo para o escritório BCM Advogados Associados. Sob a batuta do sócio André Marinho Mendonça, o escritório está se colocando à disposição das empresas que montam camarotes para evitar contratempos junto aos órgãos de fiscalização da folia. “É uma espécie de consultoria preventiva. O objetivo aqui não é resolver disputas, mas não permitir que haja brechas para questionamentos legais”, afirma Marinho.


Com sede em Salvador e filiais em São Paulo e Brasília, o escritório tem 14 advogados em seus quadros e três áreas de atuação prioritárias, turismo e entretenimento, saúde e infraestrutura e construção.


Segundo Marinho, a novidade está sendo bem acolhida. “Fechamos com dois camarotes, mas não podemos revelar os nomes por questões contratuais”, afirma o advogado.


Espaço VIP


Com um número total superior a 1.400 trabalhadores desde o início da montagem, o Camarote Band Othon é um exemplo de como a economia do Carnaval vem se concentrando para os espaços VIP da folia. No asfalto o dinheiro vem circulando de forma cada vez mais rara, basicamente entre os vendedores de cerveja cadastrados junto à Sucom, e só podem vender a marca patrocinadora.


Dentro dos camarotes, um universo de serviços permite aos foliões brincar seis dias de Carnaval sem parecer que está brincando: salão de beleza para aparecer sempre lindo(a), customização de abadás, boates e uma infinidade de possibilidades de gastar dinheiro e fazer girar a economia.


“Dentre os 1.400 trabalhadores, a maior parte está ligada aos serviços de alimentação, limpeza e segurança”, avalia Clínio Bastos, sócio-diretor da Camarote Marketing, empresa responsável pela administração do Planeta Band Othon. Para esses felizardos, o Carnaval continua sendo uma inesgotável fonte de alegria e lucros.


Mas para alguns setores o Carnaval perdeu a graça. Criado há 10 anos, quando hits como Quebra aê, do Asa de Águia, e Praieiro, de Jammil, levavam milhares de jovens de classe média ao blocos, o site modabada.com.br tinha foco em oferecer a customização de abadás para quem ia participar da folia.

Mas com a constante diminuição no número de associados de blocos e a diminuição de eventos festivos ao longo do ano, a empresa está voltando os olhos para o mercado corporativo.


“Participamos de um evento em Fortaleza promovido pela Alexion (indústria farmacêutica) agora em janeiro. É uma maneira de diversificar. As festas carnavalescas já não representam muita coisa em termos de faturamento”, afirma a designer Sheila Dias, sócia do site, que mantém quatro colaboradores fixos, todos formados em moda, como ela mesma, e eventualmente contrata mais pessoas.


Os empreendedores ainda não conseguem viver do site, mas Sheila é otimista. “Há possibilidade de crescer no segmento corporativo”, avalia.


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