• Da Redação / Classe A

Secretária de educação nega ônibus escolares com 150 crianças e diz que superlotação é causada por f


Secretária de Educação, Marli Cenci


Esta semana um dos temas mais comentados em Luís Eduardo Magalhães foi a superlotação dos ônibus escolares. Desde o mês passado o número de veículos diminuiu de 57 para 44, segundo a direção da Rena Turismo, empresa responsável pelo transporte escolar na cidade, que justificou a diminuição como sendo um pedido da prefeitura para reduzir os gastos. 4 mil crianças utilizam o serviço, o que dá uma média de mais de 90 crianças por linha.


O resultado disso são ônibus superlotados, colocando em risco a segurança dos alunos. Taís Pícolo gerente da empresa responsável pelo transporte escolar admitiu a superlotação. “Tem linhas que chegam a levar até 150 crianças”, disse a reportagem da Rede Bahia.

O pior é que o maior ônibus tem capacidade até para 48 passageiros sentados, mas não tem sequer cinto de segurança e nem monitores para orientar as crianças, são apenas 9 monitores para 44 ônibus. Em nota a prefeitura tinha justificado a situação dizendo que a diminuição na frota não afetou os alunos e que nenhum monitor foi exonerado, mas não deu previsão para que o problema seja resolvido.


Na semana passada mostramos um caso de vandalismo que chamou atenção, segundo o motorista da empresa mais de 80 alunos estavam no ônibus no momento em que alunos atearam fogo aos bancos do ônibus. “Eu vi pelo retrovisor e só vi a fumaça subindo e tomando conta de tudo. Só pensei em apagar o fogo, corri e pulei por cima dos bancos com o extintor na mão. Muita criança corria e acaba se batendo no painel do carro tentando fugir”, disse Antônio Menezes.

Ninguém ficou ferido na ocasião, mas de acordo com a empresa os casos de vandalismo são constantes, pelo menos 8 casos de vandalismo por mês.


Na última quarta-feira (30) em entrevista coletiva no gabinete do prefeito Humberto Santa Cruz o assunto foi trazido a pauta e a secretária de Educação negou que o número citado pela gerente da empresa de ônibus e falou sobre o número de monitores.


“Nós tivemos que reorganizar o transporte, por isso houve redução nos ônibus, mas eles fazem várias viagens. Existe superlotação, mas falar em 150 crianças por ônibus é absurdo, isso não existe, as crianças até 7 anos precisam dos monitores por lei por isso tem o número suficiente, não vão crianças pequenas e grandes nos mesmos carros”, disse Marli Cenci.


A secretária ainda disse que a verba repassada pelo Programa Nacional de Transporte Escolar pelo governo do estado é insuficiente. “Por mês nós gastamos cerca de 450 mil só com o transporte escolar e só recebemos 86 mil do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). O estado disponibiliza uma verba de 27 mil reais por ano, mas só os alunos do ensino médio geram um custo de R$ 1,5 milhão para os cofres da prefeitura. Nós fazemos o que podemos e zelamos pela segurança das crianças. Essas situações são pontuais e tem que se ter muito cuidado ao noticiar isso, porque vira uma polêmica desnecessária e irresponsável. As crianças passam poucos minutos em ônibus lotados, tem carros como o da região de placas por exemplo que vão vazios.”



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