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Wagner nos “buracos”
Postada em: 05/03/10 às 21:11:51

Escrita por: Da redação

Wagner nos “buracos”
O governador petista veio à região, novamente no sábado, 27, para a cerimônia de inauguração da passarela que liga os municípios de São Felix do Coribe e Santa Maria da Vitória. O curioso da visita é que o protocolo precisou ser quebrado. Sem condições de pouso no aeroporto mais próximo das cidades beneficiadas, o voo precisou ser deslocado para Bom Jesus da Lapa, o que indubitavelmente, fez com que Wagner e comitiva percorressem 85km em via das mais esburacadas e fiel a realidade das estradas estaduais e federais no estado. Dizem que o “galego”, como é conhecido pelos correligionários, em meio aos sacodes das quase três horas de trajeto, pareceu mais sensível a melhoria das estradas do oeste. Pelo bem comum, que assim seja.

Licitações
As principais reivindicações da população em nosso município dizem respeito a falta de obras. Hospital, escolas, asfalto e saneamento básico, estão entre os campeões de pedidos e reclamações. No entanto, para que estas e outras obras saiam do papel é preciso haver um processo chamado licitação. No ranger dos dentes, não depende exclusivamente da boa vontade do gestor, mas sim, de todo um burocrático processo que pode perdurar por muito mais tempo do que a paciência do povo aguenta esperar. Exemplo: no mês de novembro foi dado início ao processo de licitação para construção de 20 novas salas de aula nas escolas da rede pública municipal. O resultado só saiu agora, justo no início do ano letivo. As salas serão construídas e entregues, mas, infelizmente, com as aulas em curso.

Ginásio de esportes
Quem esteve na abertura das olimpíadas escolares ano passado lembra que o prefeito Humberto Santa Cruz durante o discurso de abertura, prometeu que em 2010 os jogos seriam realizados no ginásio de esportes do município. Alguns meses depois, eis que as primeiras fagulhas do tal ginásio ameaçam acender uma fogueira. Segundo consta, a obra já foi devidamente licitada e os trabalhos devem ter início em breve. Luís Eduardo, enfim, deve ganhar um ginásio de esportes para sediar seus eventos esportivos. Ainda não há informações sobre o prazo para entrega da obra.

Quem será o secretário?
O vereador Cabo Carlos (PMDB) confirmou na última sessão do legislativo municipal que foi convidado pelo chefe do executivo para assumir a Secretaria de Segurança e Ordem Pública, criada depois da reforma administrativa realizada em 2009. Em seu terceiro mandato como vereador, Cabo deu a entender que apesar de lisonjeado com a lembrança do prefeito não vai desamparar seus eleitores. "Eu fui eleito pelo povo, cargo do qual não pretendo me desvincular", disse durante pronunciamento. Esta é a segunda tentativa oficial do executivo em definir o nome do secretário. O primeiro foi o delegado Resende, não liberado pelo estado. O insucesso na definição de um nome para a pasta, ao passo que gera ansiedade, não deve se traduzir como referência para a solução de todos os males que envolvem a segurança pública no município. O furo, como eternizado em dito popular, é mais embaixo.

A abordagem da PM
Outro tema abordado pelo peemedebista durante a sessão chamou a atenção dos colegas, em especial do presidente Eder Fior. Com histórico de atuação na Polícia Militar antes de entrar para a política, Cabo Carlos foi incisivo em relatar denúncia de abuso da polícia militar no município. As palavras do presidente da casa refletem a situação. "Não posso convocar o capitão a vir até aqui, mas o convidarei para dar mais explicações. Se ele vier, bom. Se não, passaremos o ano inteiro 'batendo nele’”. As reclamações sobre os supostos excessos da PM já foram tema desta seção e também do editorial da edição n° 164, de 28 de novembro de 2009 deste jornal.

Audiência para poucos
Na última sexta-feira, 26, a prefeitura realizou audiência pública na Câmara de Vereadores sob argumento de apresentar os números do terceiro quadrimestre de 2009. No entanto, o que mais chamou a atenção não foram os dados apresentados pelo executivo, mas sim, o fato da plenária da casa de leis estar praticamente vazia. Salvo, alguns representantes do governo municipal e vereadores, a população, em tese, a maior interessada não estava lá. Pergunta: se a transparência é lema da atual gestão, porque cargas d’água a sociedade não compareceu à audiência que se diz pública e que trata dos proventos do município?
Fonte: Jornal Classe A

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