Postada em: 05/02/10 às 18:56:59
Escrita por: Heloíse Steffens
Ao que tudo indica, o objetivo era fazer uma fuga programada juntamente com o complexo policial de Barreiras
Após uma movimentação estranha na carceragem da delegacia de Luís Eduardo Magalhães, policiais civis desconfiaram de uma nova tentativa de fuga e solicitaram uma revista de última hora. Durante a ação nesta segunda-feira (01), policiais encontraram aparelhos celulares e serras, além de um buraco no teto da cela. Em menos de quatro dias, esta é a segunda tentativa de fuga. A última ocorreu ainda no mês passado, na quinta-feira (28).
Ao que tudo indica, o objetivo era fazer uma fuga programada juntamente com o complexo policial de Barreiras a fim de despistar a atenção dos agentes para as evasões, onde nenhum detento de Luís Eduardo Magalhães conseguiu fugir da delegacia local. Atualmente, 69 presos dividem o pequeno espaço que teria capacidade para abrigar apenas 12 pessoas.
Já no município de Barreiras, um total de 41 detentos conseguiu fugir ainda na noite de sexta-feira (29), sendo 33 deles do complexo e oito das dependências da delegacia antiga, no centro da cidade, conforme informações do chefe de carceragem Eduardo. A fuga ocorreu um dia após a tentativa no município de Luís Eduardo. Entre os fugitivos que voltaram às ruas estão assaltantes, traficantes e homicidas, presos que são considerados de alta periculosidade. O complexo de Barreiras contava, até o dia desta fuga, com 89 detentos e até o fechamento desta edição, apenas dois detentos haviam sido recapturados.
Desestímulo
Desestimulados com a negativa de negociação salarial com o governo do estado, policiais civis que estavam de plantão no dia da fuga declararam para um jornal local que, uma das soluções para inibir futuras fugas seria a terceirização do serviço de carceragem. “Até que se construa o presídio regional, esta seria uma solução paliativa. Atualmente entre três e quatro policiais ficam por plantão e se ocorrer de um preso adoecer e precisar de atendimento médico urgente, nós teremos que deslocar pelo menos dois deles para acompanhar o detento até uma unidade médica”, explica.
Por isso é que nesses casos, ocorre de ficar apenas um policial civil no complexo policial para atender as ocorrências e ainda vistoriar as instalações da cadeia para ver se não existe tentativa de fuga. “Isso é desumano”, justificou o policial Álvaro. Entre os presídios regionais no Estado, o mais próximo de Barreiras é o que está localizado em Feira de Santana, ainda assim, 750 km de distância do município.
Fonte: Jornal Classe A
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