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Ferrugem asiática: produtores devem ficar atentos ao monitoramento das lavouras
Postada em: 05/02/10 às 18:46:26

Escrita por: Heloíse Steffens

Embora o controle da doença esteja satisfatório na região, a confirmação de seis focos da ferrugem asiática mostra que ela ainda não pode ser considerada coisa do passado


Quando o assunto é ferrugem asiática, produtores devem ficar atentos e intensificar o monitoramento de suas lavouras, pois a confirmação de seis focos da doença na região mostra que ela ainda não pode ser considerada coisa do passado. Esta tem sido uma forma eficaz de detectar a doença e, assim, garantir um controle satisfatório na região. E foi desta forma que o primeiro foco da doença foi detectado e, posteriormente, confirmado na região de Placas, município de Barreiras.

A lavoura encontrava-se em estádio reprodutivo “R5” (desenvolvimento da planta), que está relacionado ao enchimento de grãos e a confirmação do foco foi feita in loco pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB), além do resultado do laboratório para onde as amostras foram encaminhadas. Ao ter sido detectada na área, o que se observou foi que a pressão de inóculo, que é a quantidade de doença na área, estava muito baixa.

Em outras palavras, é dizer que o controle da doença está satisfatório. Na região de Placas, um total de quatro focos da doença foi detectado. Além destes, outros dois focos foram confirmados na região de Bela Vista, município de Luís Eduardo Magalhães, totalizando seis focos de ferrugem asiática na região. Conforme explica o engenheiro agrônomo, fiscal estadual agropecuário e coordenador do projeto de manejo da ferrugem da soja da Adab, Nailton Sousa Almeida, é natural que se veja o surgimento de novos focos da doença na região.

“Em primeiro lugar, em função da intensificação do monitoramento por parte dos produtores, avanço dos estádios de desenvolvimento e, condições climáticas mais favoráveis”, complementa. Os focos da doença na região foram encontrados em estádio reprodutivo a partir de “R2” a “R6”, onde as amostras identificadas possuíam baixa severidade - um indicativo de quê a doença está sob controle na região.

Por isso, ainda que as ocorrências estejam surgindo a partir dos estádios reprodutivos e com baixa incidência e severidade, os produtores não devem descuidar. “A situação da ferrugem na Região Oeste da Bahia é tranquila até o momento. No entanto, os produtores devem ficar atentos e monitorar a ferrugem em suas lavouras”, aconselha.

Identificação da doença - A ferrugem da soja é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi H. Sydow & Sydow e hoje está presente em todas as regiões produtoras de soja. A sua identificação na lavoura é feita por meio de uma lupa de no mínimo 20 x de aumento e o seu controle, realizado através da aplicação de fungicidas que são registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para a doença. Algumas ações possibilitam ao produtor rural ter uma convivência com a doença sem acarretar em perdas de produtividade.

Entre elas têm-se: o Vazio Sanitário da Soja (período de ausência da cultura na área, que na Bahia ocorre de 15 de agosto a 15 de outubro), o monitoramento constante das áreas para identificação precoce da doença e o Sistema de Alerta que tem como objetivo alertar os produtores acerca da entrada da doença na região visando à intensificação do monitoramento e controle mais eficiente da doença. Os produtores podem obter mais informações sobre o Sistema de Alerta Brasil (http://www.cnpso.embrapa.br/alerta/) no site da Aiba.

Diagnóstico gratuito - Em caso de o produtor ou o técnico responsável pela fazenda ter dúvidas quanto à identificação da doença, o diagnóstico poderá ser feito gratuitamente pelos Laboratórios de Diagnose Rápida da ferrugem que fazem parte do Programa de Manejo da Ferrugem da Soja no Oeste da Bahia. Para a confirmação de focos, basta entrar em contato com os técnicos do programa (Nailton ou Newton) pelo telefone 77 3613-8013 e/ou encaminhar as folhas suspeitas aos laboratórios credenciados.

Atualmente existem quatro laboratórios, um em Barreiras (DIGILAB_BASF) e, o outro, em Roda Velha (DIGILAB – BASF). Em ambas as cidades, os laboratórios funcionam no escritório da Adab. Em Luís Eduardo Magalhães , o produtor tem dois laboratórios à disposição. Um deles (DIGILAB_BASF) funciona no prédio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o outro (SOS - Soja/BAYER), na empresa SOLUTA. Caso sejam identificadas novas ocorrências, estas devem ser comunicadas à Adab através dos telefones (77) 3612-4350 e/ou 3400.


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ADAB e sua atuação no controle da doença


As ações de defesa fitossanitária e educação sanitária realizadas pela Adab auxiliam diretamente na redução do inóculo da ferrugem no início da safra de verão e auxiliarão diretamente os produtores no controle da doença ao fornecer informações sobre os focos e a evolução da doença na região, sobre a correta identificação da doença, bem como, na disponibilização gratuita da análise de folhas de soja e de material técnico informativo. O Programa de Manejo da Ferrugem Asiática no Oeste da Bahia está no sétimo ano de existência. Fazem parte deste programa entidades públicas e a iniciativa privada, uma parceria de sucesso que tem garantido a sustentabilidade do agronegócio da soja na região.
Fonte: Jornal Classe A

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