Para se comunicar bem, de forma clara, e passar informações importantes é preciso pensar muito bem no que se vai dizer. Quando precisamos nos dirigir a uma pessoa, ou a várias, devemos observar aqueles que nos escutam, analisar o ambiente e o que acontece ao nosso redor.
Ouvir é o que mais importa, dando ouvidos ao que os outros falam também podemos compreender melhor o que sentir e o quanto tudo está conectado. Alguns chamam essa rede de intuição, ou seja, prestar atenção nos pensamentos, escutar com os ouvidos bem abertos, aguçar a percepção, para não fazer besteira.
O começo do ano é um período característico para ajustar essas ferramentas. Toda vez que a comunicação é necessária ela envolve uma boa dose de equilíbrio entre falar, pensar, ouvir e sentir. Buscamos ser extraordinários pelo menos em alguma coisa todos os dias. Há quem se preocupe em ser uma boa mãe para seus filhos, há quem se empenhe em cuidar muito bem da casa, existem aqueles que fazem o seu melhor nas atividades corriqueiras do seu dia-a-dia. Quem está certo? Quem está errado?
Todos a sua maneira querem deixar sua marca no tempo e serem significativos para alguém. Qualquer que seja o seu trabalho, sua vocação, profissão ou vontade, carece de dedicação e intensidade. Não basta só saber. Para falar sobre uma coisa é preciso senti-la. Para isso ouça sua voz interna – chamarão de intuição, voz do coração; eu vejo isso como dom.
Acredito que o talento para fazermos com excelência, tem muito a ver com a liberdade de ser o que se é. Fazemos nosso destino, nossas escolhas, sempre que nos permitimos ser livre para manifestar nossa própria opinião. Não é fácil, mas é gratificante começar mais um ano sendo alguém de verdade. Faz mais sentido. Até breve.
* Vanessa C. Bacelo Scheunemann
é Psicóloga.
vcbacelo@hotmail.com
Fonte:
Jornal Classe A