Para ter uma sensação de bem estar precisamos de várias coisas, escrevendo o que estou pensando, daria um parágrafo, talvez mais. Mas se apelarmos para o campo do desejo diria que bem estar requer ficar junto de alguém, receber e oferecer carinho, dormir bastante. Entre estes “temas” o que mais desperta minha vontade de estar numa boa é o desejo.
Desejo por uma companhia agradável, um prato de comida feito com cuidado, um cheiro inesquecível... desejo é desejo.
As grávidas dirão que sentem pelas coisas mais estranhas. Carência de vitaminas? Falta de atenção de quem está por perto? Ou frescura? Cada mulher, uma sentença.
Os apaixonados pensarão no desejo carnal. Um corpo bem definido, curvas de fazer suspirar, vontades que não me cabe definir. Porque sei que você lembra ou vai saber como é quando estiver “em love”.
Pessoas que mantém o desejo ativo têm relacionamentos mais satisfatórios, trabalham melhor e esperam coisas boas da vida. Isolamento é uma palavra que não combina, mas algumas pessoas têm esse desejo; ficar em paz, sem ninguém no raio de visão. Quando não dá para entender, tentamos compreender, quando ainda assim não dá, a gente observa... à distância.
Todos são programados para desejar. Eu venho desejando coisas boas para mim. Desejo tempos mais fáceis para quem está por perto e desejo ainda mais facilidades para muitas pessoas que não vejo.
Necessidades se confundem com desejos, mas entre tantas complicações que arrumamos é fundamental se dar conta que ninguém permanece feliz sozinho. O contato social, os amigos íntimos, a possibilidade de receber afeto, a disponibilidade dos entes queridos podem (e devem) combater o sofrimento psíquico, pois ajudam a curar o corpo e garantem a nossa saúde mental toda vez que sentimos que jamais estaremos sozinhos neste mundo enlouquecido e enlouquecedor. Que sorte a nossa! Até breve...
* Vanessa C. Bacelo Scheunemann
é Psicóloga.
vcbacelo@hotmail.com
Fonte:
Vanessa C. Bacelo Scheunemann